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Reggae, praia e conexão: Inner Circle embala 153 mil pessoas em Matinhos

No repertório, não faltaram os clássicos que atravessaram gerações. A banda ainda surpreendeu ao passear por outros estilos, com versões de Let It...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
01/02/2026 às 06h20
Reggae, praia e conexão: Inner Circle embala 153 mil pessoas em Matinhos
Foto: Reprodução/Secom Paraná

A noite de sábado (31) do Verão Maior Paraná começou de forma excepcional em Matinhos, com um show que entrou para a história do festival. A banda jamaicana Inner Circle foi a primeira a subir ao palco levando 153 mil pessoas à praia e confirmando a força de um dos maiores ícones do reggae internacional.

Foi a segunda atração internacional desta edição do evento gratuito promovido pelo Governo do Paraná. Duas semanas atrás, o Verão Maior recebeu outra atração internacional de peso, quando o Gipsy Kings by André Reyes reuniu 105 mil pessoas na praia de Matinhos.

Criado no fim dos anos 1960, em Kingston, capital da Jamaica, o Inner Circle ajudou a espalhar o reggae pelo mundo e construiu uma trajetória marcada por números expressivos e reconhecimento internacional. O grupo vendeu cerca de 2 milhões de discos, conquistou o Grammy de melhor álbum de reggae com “Bad Boys”, em 1993, e no Brasil alcançou disco de platina, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Em Matinhos, a conexão com o público começou antes mesmo da primeira música. Assim que subiu ao palco, o vocalista Ian Lewis arriscou no português e saudou a multidão com um “Olá, Paraná! Vocês estão prontos?”, arrancando aplausos imediatos.

Minutos antes, nos bastidores, a cena era de empolgação: celulares na mão, tradução da frase na tela e ensaio para acertar o momento exato do cumprimento. E durante o show a sintonia com o público continuou. Ian puxava os coros e era prontamente acompanhado por milhares de vozes que cantaram e dançaram do início ao fim.

No repertório, não faltaram os clássicos que atravessaram gerações, como Games People Play, Black Roses, Sweat (A La La La La Long) e Bad Boys. A banda ainda surpreendeu ao passear por outros estilos, com versões de Let It Be, dos Beatles, e Thinking Out Loud, de Ed Sheeran, mostrando versatilidade e carisma em um show pensado para públicos de todas as idades. A apresentação foi encerrada com uma versão a capela entre banda e público com um dos grandes clássicos do reggae mundial, One Love, de Bob Marley.

A estrutura montada pelo Governo do Estado também chamou a atenção dos músicos. O baterista Lancelot Hall elogiou o palco montado na areia. “Isso é muito legal. A gente ama isso. A gente trabalha com música e já fez coisas assim antes no Brasil, em Santos e no Rio”, afirmou. Para ele, o reggae vai além do ritmo. “A música reggae é sobre a vida. Ela traz todos os aspectos da vida junto com ela. No fim das contas, é sobre aproveitar a vida. E se você ainda não ama música reggae, precisa embarcar nisso", avisou.

O tecladista Touter Harvey destacou outro aspecto que marca a apresentação da banda por onde eles passam: a mistura de gerações diante do palco. “No começo das turnês, a gente tinha fãs mais ligados ao reggae. Depois começaram a vir fãs novos, mais jovens”, contou. Segundo ele, o público foi se transformando com o tempo. “Esses jovens começaram a trazer os avós. No começo, os avós talvez nem curtissem reggae, mas as crianças cantavam ‘la la la’ e, de repente, os avós estavam cantando junto", conta. Para Harvey, essa é a essência do gênero. “É uma sensação de amor, alegria. Amar o próximo como a si mesmo. Simples assim", disse.

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Foto: Igor Jacinto/Vice-governadoria

FÃS- Entre o público, a sensação era de celebração e oportunidade única. Morador de Guaratuba, Felipe Torquato resumiu o sentimento ao falar da relação entre reggae e praia. “Foi minha infância curtindo esse reggae internacional. Ver uma banda dessas de graça na praia é uma oportunidade. Combina demais: praia e reggae”, disse.

Já Adriano Gonçalves Ferreira contou que foi a atração internacional que o levou até Matinhos. “Eu vim só por causa da banda. É difícil ter esse tipo de show em Curitiba e em outros lugares. Ter essa oportunidade aqui no Paraná é incrível”, afirmou. Para ele, o impacto vai além da música. “Ajuda o povo da cidade, movimenta hotel, transporte, trabalho. Vale muito a pena", refletiu.

Ricardo Gomes de Almeida, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, também celebrou a experiência. “Só hits, só clássicos. A gente veio pra curtir o melhor do reggae”, disse. Ele destacou a importância do festival para a cultura. “É um incentivo muito bom. Incentiva a cultura, fomenta a arte e traz um show que a galera espera. Reggae é milenar, a galera gosta", afirmou.

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