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Operação ambiental da PMPR no Superagui destrói estruturas ilegais na APA de Guaraqueçaba

Os trabalhos se concentraram especialmente na região do Canal do Varadouro, com objetivo de coibir crimes contra a fauna e a flora, irregularidade...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
31/01/2026 às 16h41
Operação ambiental da PMPR no Superagui destrói estruturas ilegais na APA de Guaraqueçaba
Foto: Reprodução/Secom Paraná

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) realizou nesta semana uma ação de fiscalização ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaraqueçaba, na região do Superagüi, no Litoral do Estado, no âmbito do Verão Maior Paraná. A operação resultou na identificação de pontos de crimes ambientais e na destruição de estruturas ilegais utilizadas para caça e extração de recursos naturais.

A ação foi coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), e teve como foco a verificação de construções irregulares e de estruturas utilizadas em práticas ilícitas em áreas de difícil acesso.

Os trabalhos se concentraram especialmente na região do Canal do Varadouro, com objetivo de coibir crimes contra a fauna e a flora, irregularidades na pesca e outras infrações ambientais, reforçando a proteção dos recursos naturais.

De acordo com o tenente Omar Bail Filho, do BPMA, a ação foi motivada por denúncias de construções irregulares na área protegida. “Inicialmente, fizemos a análise de imagens de satélite da região para avaliar a possibilidade de chegar aos pontos exatos dos ranchos. Posteriormente, realizamos sobrevoo com helicóptero para apoio logístico e de segurança para os policiais que estavam na ação em campo”, explicou.

Durante quatro dias de operação, as equipes percorreram mais de 30 quilômetros de trilhas em meio à Mata Atlântica e fizeram mais de sete horas de patrulhamento náutico em baías e rios da região. Uma aeronave do BPMOA auxiliou na identificação de pontos suspeitos, na segurança das equipes em solo e no apoio logístico das atividades.

Como resultado, foram identificados diversos pontos de extração ilegal de palmito juçara, cinco estruturas típicas de caça conhecidas como “trepeiros” e quatro ranchos clandestinos utilizados para caça ilegal, extração de produtos de origem vegetal e indícios de mineração irregular.

Devido à distância dos locais, à inviabilidade de transporte dos materiais e à dificuldade de identificar os responsáveis, as estruturas foram destruídas no local. Um proprietário foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar autorizações referentes a outras duas construções identificadas.

Ainda segundo o tenente Omar Bail Filho, a ação possibilitou a identificação de outras situações de crimes ambientais, como a derrubada de árvores nativas da região, além de mais caminhos que também podem conter construções irregulares que continuarão sendo monitoradas pela PMPR para ações futuras.

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