13°C 21°C
Wenceslau Braz, PR
Publicidade

Rastreamento veicular avança com engenharia de sistemas

Com a frota nacional em expansão e a queda recente nos índices de roubo e furto, o mercado migra da simples localização para a inteligência de dados. A Ikonn, especializada em engenharia de sistemas para centrais de monitoramento, analisa como a e...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
08/09/2026 às 16h20
Rastreamento veicular avança com engenharia de sistemas
Divulgação Ikonn

O mercado brasileiro de rastreamento veicular passa por um momento de reorganização técnica justamente quando os índices de criminalidade contra veículos recuam. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado em 23 de julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 308.440 ocorrências de roubo e furto de veículos em 2025, queda de 14,3% na comparação com o ano anterior.

Mesmo com a retração, a procura por monitoramento não diminuiu: ela deixou de se resumir à localização em mapa e passou a englobar a gestão inteligente de dados, o que exige das centrais de rastreamento uma base tecnológica capaz de sustentar operações em escala nacional.

O movimento acompanha um ciclo de crescimento global. Levantamento da Mordor Intelligence estima que o mercado mundial de sistemas de rastreamento veicular, avaliado em US$ 29,6 bilhões em 2025, deve alcançar US$ 60 bilhões até 2030, avanço sustentado por uma taxa composta de crescimento anual de 15,18%.

No Brasil, a conectividade de quinta geração (5G) amplia esse potencial: dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que a tecnologia já cobre 64,94% da população e chega a 2.019 municípios, o que viabiliza telemetria avançada, transmissão de vídeo embarcado e análise de informações em tempo real.

O interesse pelo segmento não se explica apenas pela segurança patrimonial. O mesmo levantamento citado anteriormente aponta que, mesmo em queda, ainda ocorreram cerca de 845 registros por dia em 2025, o equivalente a um veículo roubado ou furtado a cada um minuto e 42 segundos, o que mantém a proteção de ativos entre as prioridades de frotistas e seguradoras.

A esse fator somam-se a expansão do agronegócio, do comércio eletrônico e da logística orientada a dados, que ampliam a procura por monitoramento de máquinas, cargas e frotas em nichos antes pouco explorados, como o transporte de itens de alto valor e o acompanhamento de equipamentos em campo.

Estabilidade como condição para escalar

Para André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa de engenharia de sistemas voltada a centrais de rastreamento, o setor compreendeu que não dá para sustentar o crescimento sobre plataformas frágeis. Segundo o executivo, muitas operações entravam em colapso ao atingir marcos de mil ou dois mil veículos, quando os sistemas ficavam lentos e os relatórios falhavam, situação que levava o cliente final a cancelar o serviço.

Ele avalia que uma arquitetura preparada para distribuir a carga de processamento de forma inteligente, somada a um modelo de cobrança transparente por equipamento cadastrado, tornou-se determinante para que uma central acompanhe a própria expansão sem perder desempenho.

"O setor deixou de ver o software como uma simples ferramenta visual de mapa e passou a encará-lo como o motor de continuidade de negócios", afirma Ota. Na avaliação do executivo, a lógica que orienta o mercado é objetiva: "Sem estabilidade, não há escala; e, sem escala, a central perde competitividade", acrescenta.

Integração entre gestão e campo

Outro fator apontado pelo CEO diz respeito à qualidade da instalação física do rastreador, considerada por ele o elo mais sensível de toda a cadeia. De acordo com Ota, recursos voltados à rede de técnicos permitem que o profissional em campo faça um autoteste de instalação e um diagnóstico de comunicação em tempo real antes de liberar o veículo, enquanto o gestor recebe a validação de imediato no escritório.

Essa conexão, na análise dele, elimina o retrabalho, diminui as falhas de comunicação e estabelece padrões mais rígidos de instalação, condição tida como indispensável para uma operação que pretende atuar em todo o território nacional.

Ao olhar para os próximos anos, o executivo identifica três vetores para o segmento: a consolidação da Internet das Coisas (IoT) em larga escala com o 5G, o uso de inteligência artificial (IA) preditiva no lugar de regras apenas reativas e a descentralização do mercado.

Nesse contexto, ele projeta que centrais regionais, apoiadas em plataformas escaláveis, passem a dispor de capacidade tecnológica semelhante à das grandes corporações, com atendimento mais personalizado e resposta mais ágil ao cliente.

A análise conecta os elementos que, na visão da empresa, sustentam esse avanço sem comprometer a operação: a estratégia do empresário, a habilidade do técnico instalador e a infraestrutura tecnológica.

"Quando essas três pontas estão alinhadas por meio de processos bem definidos e tecnologia de ponta, o crescimento exponencial deixa de ser um risco operacional e se torna o caminho natural e seguro do negócio", conclui André Luiz Ota.

Para mais informações, basta acessar: https://www.ikonn.com.br

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Tianyi Ma
Tecnologia Há 14 horas

Brainz Group lança Sync Flow para unificar a jornada do EAD

Formado por Big Brain e Reeducation, grupo reúne integração de sistemas, monitoramento em tempo real e inteligência artificial em uma única solução para apoiar a operação e a qualidade acadêmica

UOL
Tecnologia Há 16 horas

Monotrilho: gestão de risco preveniria queda de guindaste

Para apoiar as empresas na prevenção de acidentes, a AHM Solution atua na avaliação de riscos e no fornecimento de tecnologias de monitoramento. Dentre esses sistemas, estão o IRIS 860 e o Hit-Not, que coletam dados das movimentações de risco, per...

Tianyi Ma
Tecnologia Há 17 horas

Atendimento por IA divide consumidores no Brasil

Pesquisa CX Trends 2026, do Opinion Box com a Octadesk, mostra que 20% dos consumidores brasileiros tiveram experiência positiva com chatbots e que 63% valorizam a transferência para um atendente humano. Entre as empresas, estudo da CX Brain apont...

Magnific
Tecnologia Há 17 horas

Empresas investem em inovação, mas enfrentam barreiras

No livro “Tecnologia: do suporte ao centro da estratégia”, Rodolpho Freire analisa como decisões tecnológicas influenciam a competitividade das empresas e os desafios de integrar inovação à estratégia de negócios.

Divulgação/Bosch
Tecnologia Há 18 horas

Bosch e Sem Parar firmam parceria para digitalizar frotas

Com acesso a mais de 8 mil oficinas em todo o país, parceria reúne tecnologia e acompanhamento especializado, com expectativa de movimentar mais de R$ 500 milhões em transações até 2030

Wenceslau Braz, PR
14°
Tempo nublado
Mín. 13° Máx. 21°
14° Sensação
9.9 km/h Vento
85% Umidade
20% (0.12mm) Chance chuva
05h35 Nascer do sol
18h30 Pôr do sol
Quinta
19° 16°
Sexta
23° 16°
Sábado
26° 16°
Domingo
26° 16°
Segunda
22° 17°
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,35 -0,01%
Euro
R$ 5,95 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 461,820,17 +1,06%
Ibovespa
175,710,05 pts -0.51%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade