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Sanepar investe R$ 13 milhões na modernização do tratamento de esgoto de Cambará

rata-se de um sistema de pós-tratamento do esgoto, incluindo uma tecnologia inovadora na gestão do lodo: o modelo conhecido mundialmente como wetl...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
16/03/2026 às 17h38
Sanepar investe R$ 13 milhões na modernização do tratamento de esgoto de Cambará
Foto: Giovanna Fonseca

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está investindo R$ 13 milhões na obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alambari em Cambará, no Norte do Estado. Trata-se de um sistema de pós-tratamento do esgoto, incluindo uma tecnologia inovadora na gestão do lodo: o modelo conhecido mundialmente como wetland ("zona úmida", na tradução), mesmo processo realizado pela natureza em áreas úmidas ou pantanosas.

O gerente Geral da Sanepar na região, Rafael Leite, explica que as raízes das plantas fazem a filtragem da água final do processo de tratamento do esgoto e retém o lodo. “Uma tecnologia mais sustentável e natural para o tratamento”, indica. “A gente consegue concentrar o lodo e fazer a degradação natural dele através de plantas, reduzindo produtos químicos e equipamentos para secagem do lodo”. O processo comum de gestão do lodo usa polímero e uma centrífuga ou de leitos de secagem, que exigem um esforço para manejo.

O prefeito de Cambará, Walcir Joaquim, conheceu em detalhes a tecnologia implantada na ETE Alambari. “Wetland é um diferencial por combinar o sistema de lodos ativados com o tratamento por plantas. Trata-se de uma das primeiras estruturas desse tipo no Norte do Paraná, reforçando o caráter inovador do modelo utilizado no nosso município”, diz. “Queremos evidenciar e agradecer a importância dos investimentos em saneamento para a melhoria da qualidade de vida da população, o fortalecimento da saúde pública e a preservação do meio ambiente”.

O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, conta que a Sanepar tem investido cada vez mais em tecnologias sustentáveis, além de manter as portas abertas para encontrar soluções conjuntas com os municípios. ”Mantemos sempre um diálogo aberto e franco com o poder concedente para que vejam como estamos tratando dos sistemas de água e esgoto nos municípios. Mesmo onde já alcançamos a universalização do saneamento, como é o caso de Cambará, aprimoramos os processos de tratamento para promover mais saúde e qualidade ambiental”, destaca.

Segundo o presidente, o sistema tem ainda um apelo importante no quesito sustentabilidade: ao invés de emitir, retém carbono.

ESTRUTURA– A obra de ETE Alambari entrou em etapa final. O sistema de pós-tratamento de efluente tem tecnologia de reatores anaeróbios de fluxo ascendente (UASB) e tratamento biológico por um sistema de Lodos Ativados em Batelada (SBR). Este promove a remoção de matéria orgânica e nutrientes como fósforo e nitrogênio com alta performance.

Na ETE Alambari, os wetlands ocupam área de 1.600 metros quadrados e receberam 800 quilos de camadas entre areia grossa e brita, além de centenas plantas de banhado.

GESTÃO DO LODO– O modelo de wetlands vem sendo implantado gradativamente pela Sanepar em estações de tratamento de esgoto no Paraná. Existem duas aplicações desta tecnologia: no meio do processo de tratamento do esgoto e final, para tratar o lodo. Neste, o lodo é depositado sobre camadas filtrantes, incluído as raízes das plantas, que ajudam a eliminar poluentes além de evitar maus odores. Como exige o modelo, antes o solo é preparado com geomembrana, visando a sua impermeabilização.

A Sanepar iniciou a implantação de wetlands pelo Oeste do Paraná. O projeto-piloto data de 2020 em Santa Helena. Atualmente o modelo que trata o lodo do esgoto está funcionando em Assis Chateaubriand e Vera Cruz do Oeste. No Norte do Paraná, a tecnologia já está sendo utilizada em Cambará, Cornélio Procópio (ETE Tangará II) e Joaquim Távora. Em breve também estará em Serranópolis, Saudade do Iguaçu, Turvo, Pinhão, Palotina e Curitiba (ETE CIC/Sisto).

Nos canteiros, o tratamento do lodo é feito por desidratação e mineralização, por meio de bactérias que aderem nas superfícies das raízes das plantas. O material é transformado em composto orgânico estável, ou seja, inertizado e pronto para uso agrícola. O período de acúmulo é de 5 a 10 anos, sem necessidade de manejo neste prazo.

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