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Empreendedorismo feminino tende a crescer no pós-pandemia

Pesquisas realizadas apontam um aumento de 41% de novas empresárias no Brasil

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
21/10/2022 às 16h15
Empreendedorismo feminino tende a crescer no pós-pandemia
Foto: Reprodução

A quantidade de mulheres que começaram a empreender durante a pandemia aumentou de forma significativa. A Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial (FEM), registrou um aumento de 41% de pessoas do sexo feminino que iniciaram seu próprio negócio em 2020. Com isso, o Brasil já possui cerca de 30 milhões de empresárias. Segundo o estudo, a busca pela flexibilização, a possibilidade de trabalhar em casa e cuidar da família e a escassez de trabalho durante a crise sanitária foram alguns fatores que impulsionaram esse aumento.

Ainda de acordo com o estudo promovido pelo Fórum Econômico Mundial, a expectativa para os próximos anos é um crescimento ainda maior do empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo, visto que as mulheres têm buscado cada vez mais igualdade, independência financeira e, até mesmo, aumento da renda familiar. 

Segundo um levantamento do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), a maior parte das novas empresárias têm idade entre 22 e 35 anos. E, apesar dos desafios que elas enfrentam, o mercado tem se mostrado bastante positivo.

A presidente do conselho do grupo Drexell, Cristina Boner, aponta o preconceito da sociedade como o maior dos desafios que as mulheres precisam superar. “Sem dúvidas, o preconceito é o primeiro ponto que leva muitas mulheres a sofrerem discriminação no ambiente de trabalho”, diz ela, pontuando que “começar a empreender envolve riscos e dificuldades”. 

Neste sentido, é preciso considerar, na avaliação da especialista, que a “falta de coragem para iniciar essa trajetória”, resultante da “pouca experiência em gestão”, somada ao pouco recurso financeiro, faz com que elas precisem de apoio para o começo desta jornada.

O empreendedorismo feminino no pós-pandemia

A representatividade das mulheres no mundo dos negócios, de acordo com a especialista, pode ser maior no iminente futuro pós-pandêmico, visto que a crescente digitalização do mercado corporativo é um fator dinamizador no meio do empreendedorismo. 

Neste sentido, destacam-se, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), os setores de beleza, estética, moda, alimentício e digital como os principais ramos em que o público feminino tem buscado investir.

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