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Frequência em atividades culturais ainda é menor do que antes da covid

Levantamento é de pesquisa do Itaú Cultural

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
25/08/2022 às 15h45
Frequência em atividades culturais ainda é menor do que antes da covid
© Arquivo/Agência Brasilia

A maior parte da população brasileira (62%) ainda frequenta atividades de cultura e de lazer em uma frequência menor do que antes da pandemia da covid-19, segundo pesquisa divulgada hoje (25) pelo Itaú Cultural. De acordo com o estudo, 26% voltaram ao mesmo ritmo de antes da disseminação da doença, enquanto 12% estão realizando esse tipo de atividade em uma frequência maior.

O levantamento dos dados foi feito pelo Instituto Data Folha com 2.240 entrevistas com pessoas entre 16 e 65 anos de idade em todas as regiões Brasil. Foram ouvidos homens e mulheres de todas as classes econômicas.

O cinema é a atividade presencial mais frequentada ao longo do último ano, mencionada por 26% do público. Menos da metade dos 59% que disseram que frequentavam as exibições de filmes antes da pandemia. Foram a apresentações artísticas, de música, teatro ou dança, no último ano, 18%. Antes da disseminação da doença, o percentual era de 38%.

Atividades virtuais

A grande maioria das pessoas têm feito atividades online. Segundo a pesquisa, 80% ouviu música pela internet no último ano e 70% assistiu a filmes e séries. Os podcasts fizeram parte dos hábitos de 42%. Os jogos eletrônicos foram mencionados por 39%.

Em relação ao tempo gasto em lazer e cultura pela internet, a média ficou em 2 horas e 56 minutos por dia. O gasto médio mensal com essas atividades é de R$ 128,35, sendo que 35% dos entrevistados disse não gastar nada com esse tipo de experiência.

Para o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, as atividades online devem seguir fazendo parte do cenário cultural mesmo com a retomada da participação presencial. “Está nítido que esse hibridismo veio para ficar”, disse sobre a coexistência das duas formas simultaneamente.

Essa nova realidade apresenta, na opinião de Saron, um desafio para as instituições culturais em manter o apelo ao público. Segundo ele, tanto o virtual como o presencial precisam se adaptar a esse momento. “Se no momento da pandemia as pessoas tinham tolerância de um som mais comprometido, uma imagem mais turva ou craquelada, hoje, naturalmente, o público pede que a gente aumente essa régua”, disse ao comentar o novo patamar de exigência para atividades online.

Ao mesmo tempo, ele acredita que é preciso inovação para fazer com que as pessoas voltem a ir ao teatro e espetáculos de dança. “Essa experiência presencial precisa oferecer mais do que a gente oferecia até hoje”, acrescentou.

Saúde mental

Sobre a saúde mental durante a pandemia, 49% disse ter tido algum problema nesse sentido no seu domicílio. Entre os que enfrentaram dificuldades de saúde mental ou emocional, 68% procuraram tratamento.

As atividades de cultura e lazer online foram apontadas como fator de melhora de qualidade de vida por 48%, sendo que 53% disseram que a interação virtual reduziu o stress e a ansiedade. O mesmo percentual disse ter sentido redução da solidão e 54% afirmam que as atividades online ajudaram com a sensação de tristeza.

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