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Eficiência no tratamento de esgoto da Sanepar melhora a qualidade de rios no Paraná

Em muitos sistemas, a carga orgânica do efluente é tão baixa que ajuda o rio a depurar outros poluentes. A Sanepar atende 79% da população do Esta...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
22/03/2023 às 15h25

Além de promover saúde e qualidade de vida para a população, o tratamento de esgoto feito pela Sanepar melhora também a qualidade da água dos rios do Paraná. Em muitas cidades, o efluente, como é chamado o esgoto após passar por tratamento, chega aos rios com uma carga orgânica bem abaixo do limite de outorga definido pelo Instituto Água e Terra (IAT). Isso acontece, por exemplo, na maior estação de tratamento de esgoto do Paraná, a ETE Belém, que recebe esgoto de 955 mil moradores de Curitiba e São José dos Pinhais.

A estação tem capacidade de processar 2.520 litros por segundo. Em 2022, o efluente gerado nesta unidade chegou ao Rio Belém com carga orgânica 86% mais baixa do que o limite permitido pelo IAT. A carga orgânica é medida em miligrama por litro pelo parâmetro Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). Quanto mais baixa a DBO, melhor a eficiência do processo de tratamento. O IAT define o limite de lançamento de DBO de acordo com a capacidade de depuração de cada rio.

A matéria orgânica é um dos principais indicadores de poluição nos corpos aquáticos. Isso ocorre porque a decomposição da matéria orgânica num rio provoca redução da quantidade de oxigênio dissolvido na água, produzindo gás metano (CH4) e gás sulfídrico (ou sulfeto de hidrogênio, H2S).

Atualmente, a Sanepar atende 79% da população do Estado com coleta de esgoto e trata 100% dele em 261 estações. O esgoto é coletado em 40.733 quilômetros de rede. Em 2022, o volume tratado somou 390 bilhões de litros.

Há exemplos também em outros lugares. Para o Rio Belém, em Curitiba, a outorga de lançamento de DBO é de 50 miligramas por litro. Em 2022, a média de DBO da ETE foi de 6,7 mg/l. Isso significa que, ao chegar ao Rio Belém, o efluente contribui para melhorar a qualidade do próprio rio, ajudando na depuração de outras cargas poluentes. Até mesmo peixes são atraídos para o canal que faz o lançamento do efluente.

Em Faxinal do Céu, no Centro-Sul, a DBO da ETE Pinhão teve média de 4,3 mg/l em 2022, muito abaixo da DBO de 90 mg/l definida pelo IAT. Em Primeiro de Maio, no Norte, o efluente da ETE Capivara chegou ao rio de mesmo nome com 15,3 mg/l para uma exigência legal de 90 mg/l.

Em Matelândia, no Oeste do Paraná, o Rio Ocoizinho também recebe efluente da estação de tratamento com remoção de 98% da carga orgânica. Tal eficiência levou a Sanepar a desenvolver um projeto-piloto para reuso das águas resultantes do tratamento de esgoto. O objetivo do programa é buscar a sustentabilidade do processo, com reuso do efluente para diversas finalidades, como industrial e irrigação de florestas, paisagens e pomares. O índice de atendimento com rede coletora em Matelândia é de 73% da população. A ETE Ocoizinho beneficia atualmente 14.857 pessoas.

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