

Uma fazenda, que é ao mesmo tempo escola. O professor Miguel Sanches Neto, reitor da UEPG, enfatizou o caráter didático de todas as instalações da Fescon, como o novo abrigo de gado leiteiro. “Nossa primeira obrigação é fazer tudo da melhor maneira possível, que seja já um processo de aprendizagem das condições que devem existir numa estrutura como essa”. Além disso, o espaço deve permitir condições de trabalho melhores para os agentes universitários que atuam na Fazenda. “É um trabalho árduo, intenso, e constante, porque aqui não para. Uma estrutura melhor é qualidade de vida para os nossos agentes universitários”, acrescenta.
A chefe do Departamento de Zootecnia, Maria Marta Loddi, conta que é um marco importante na estrutura da Fazenda Escola, que atende a uma demanda do curso de Zootecnia. “É uma melhoria significativa para os animais e também para o curso, porque assim os alunos aprendem o certo na prática. Nossos alunos vão ter uma maior disponibilidade, uma facilidade, inclusive, de assistir às aulas, de ter acesso a um manejo correto da alimentação desses animais”, explica.

A estrutura de madeira existente na área de alimentação do gado, que era antiga, pequena e sem condições estruturais adequadas, cedeu após um tornado atingir a Fazenda. Como explica o diretor da Fescon, professor Orcial Bortolotto, o novo abrigo proporciona um maior conforto aos animais e qualidade do manejo e a inauguração deve permitir ainda mais investimentos. “A partir desse espaço, por exemplo, a gente já está, logo na sequência, providenciando uma desensiladeira, um implemento agrícola que permite melhor homogeneização do alimento, da ração, junto com a silagem. Antes, a gente não conseguiria fazer melhor uso, devido justamente à forma como nosso barracão antigo era organizado”.






Projeto
“Esse novo abrigo e pista de alimentação para o gado leiteiro prioriza um aspecto essencial para a produção de leite: a saúde única”, explica a professora Cheila Roberta Lehnen, coordenadora do Programa de Pós graduação em Zootecnia. “Um animal saudável, que está em condições de conforto e de boa alimentação, requer uma carga menor de antibióticos, e isso melhora muito a saúde do animal como um todo, e melhora também a qualidade do leite que é entregue à cooperativa”. A estrutura deve permitir maior padronização da alimentação dos animais e consequente qualidade dos experimentos científicos desenvolvidos ali.
Como explica o diretor de Gestão Ambiental e de Licenciamentos da Proplan, Flávio Pacholok, o projeto segue os moldes do confinamento “Free Stall”, em que a locomoção é facilitada, ampliado o espaço, a comodidade e a oferta de água. “O aumento da disposição física faz com que o animal reserve mais energia e, por consequência, produza mais leite. Além disso, o manejo ocorre com mais tranquilidade e há redução de ruídos para não gerar nenhum tipo de estresse”.

“A nova construção traz melhorias tanto no ambiente de trabalho dos funcionários da Fescon quanto para o bem-estar animal e, consequentemente, para o aumento da produção”, avalia a pró-reitora de Planejamento, professora Andrea Tedesco. Com a a instalação de novos bebedouros, é possível garantir o fornecimento de água de boa qualidade; melhorar as condições de segurança dos funcionários, eliminando os riscos que existiam com a estrutura antiga; e ter melhor controle nutricional, proporcionado pela nova pista de alimentação. “Com a nova estrutura, haverá melhora significativa na condição de trato dos bovinos, mecanizando, por meio da pista de trato, um processo que hoje é feito manualmente. A estrutura permitirá a modernização do manejo bovino leiteiro na Fescon, que é uma das premissas da gestão da Universidade, de adequar e modernizar a estrutura física, beneficiando os usuários dos locais”.
Texto e fotos: Aline Jasper


