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Pesquisa de Pós-graduação em Agronomia tem trabalho publicado em revista internacional

Foto: Reprodução/UEPG A tese do pesquisador Douglas Tomachewski, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Gross...

Redação
Por: Redação Fonte: UEPG
01/04/2026 às 08h51
Pesquisa de Pós-graduação em Agronomia tem trabalho publicado em revista internacional
Foto: Reprodução/UEPG

Foto: Reprodução/UEPG
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A tese do pesquisador Douglas Tomachewski, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ganhou destaque internacional. O trabalho, que investiga espécies de árvores icônicas do Paraná, foi publicado na Archives of Microbiology , revista focada em assuntos sobre microbiologia e sustentabilidade. Orientado pelo professor Rafael Etto, o pesquisador investigou o papel da araucária e da erva-mate na manutenção da diversidade bacteriana dos solos do Parque Nacional do Iguaçu, a maior área protegida de Mata Atlântica do Brasil. Da UEPG, participaram os docentes Carolina Galvão e Luiz Miguel Schiebelbein e o discente Mateus Ribeiro, em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Freie Universität Berlin (Alemanha).

A pesquisa também faz parte dos estudos produzidos no Laboratório de Biologia Molecular Microbiana (Labmom). A tese surgiu a partir do contexto climático atual do planeta, como conta Douglas. “A ideia surgiu a partir de uma lacuna importante na literatura: embora já se soubesse que microrganismos do solo são fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas florestais, ainda havia pouca compreensão sobre como a composição de espécies arbóreas influencia diretamente as comunidades bacterianas, especialmente em florestas tropicais”. Segundo o orientador, Rafael Etto, a escolha do Parque Nacional do Iguaçu foi fundamental para a elaboração da pesquisa. “O parque apresenta um gradiente edafoclimático [variação gradual e contínua nas características do solo e do clima em uma região] bem definido, com variações de altitude, solo e vegetação. Outro ponto essencial foi que não existiam estudos específicos caracterizando as comunidades bacterianas do solo do Parque, o que abriu uma oportunidade científica inédita” comenta o professor.

O estudo também mostrou que espécies arbóreas de estágios avançados de sucessão ecológica, que demandam alta luminosidade, estão intimamente associadas à ciclagem microbiana [processo onde microrganismos (bactérias e fungos) decompõem matéria] de carbono, nitrogênio, enxofre e fósforo. “Os resultados oferecem uma base científica para orientar políticas públicas de conservação, manejo sustentável e restauração florestal, reforçando a importância de se preservar e priorizar essas espécies nativas em programas de reflorestamento no Sul do Brasil”, afirma Etto.

Foto: Reprodução/UEPG
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O doutorando ainda define como essencial o espaço cedido pela Universidade na produção da tese: “O Programa forneceu a infraestrutura científica e o suporte metodológico, além de reunir uma equipe de cientistas de diferentes expertises para compreender um dos ambientes mais complexos do planeta, que são os solos de florestas tropicais”, agradece Douglas, que também não deixou de lado os agradecimentos aos pesquisadores e experiências internacionais que teve na Alemanha.

“Outro ponto importante foi o apoio internacional dos professores Matthias Rillig e Daniel Lammel, da Freie Universität Berlin, que receberam o Douglas para um estágio sanduíche na Alemanha, experiência que aproximou os pesquisadores do Labmom da UEPG e do grupo do Dr. Rillig na busca por respostas globais para os novos desafios do século XXI”, complementa Etto.

O trabalho foi financiado pelo Napi Biodiversidade: Restore, que tem como meta a restauração florestal, especialmente na Mata Atlântica, enfrentando desafios impostos pelas mudanças climáticas, utilizando soluções baseadas na natureza; e pelo INCT Biotecnologia de Precisão Aplicada à Interação Planta-Bactéria-Ambiente, que visa desvendar mecanismos moleculares de interações benéficas entre plantas e microrganismos. O artigo completo pode ser lido aqui.

Texto e fotos: Gabriel Ribeiro

Foto: Reprodução/UEPG
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