
A terapia por ondas de choque extracorpórea (TOC) utiliza ondas acústicas pulsadas, com variações de pressão aplicadas em áreas específicas do corpo, e pode ser empregada em condições do sistema musculoesquelético, conforme descrito pela SMBTOC. A TOC é uma intervenção não invasiva e pode ser aplicada de forma focal, concentrando a energia em regiões mais profundas, ou radial, espalhando-se por áreas mais superficiais e amplas. A terapia é indicada em quadros de degeneração dos tecidos, calcificações e atraso na cicatrização óssea.
"Esses achados abriram caminho para sua aplicação na medicina musculoesquelética, especialmente no tratamento de tendinopatias crônicas e outras condições ortopédicas associadas a sobrecarga mecânica e degeneração dos tecidos", informa o especialista.
De acordo com o médico, o tratamento consiste na aplicação de ondas acústicas diretamente na região afetada por meio de um equipamento específico, capaz de gerar impulsos mecânicos que se propagam pelos tecidos. "Esses estímulos desencadeiam uma série de respostas biológicas, como aumento da vascularização local, liberação de fatores de crescimento, estímulo à regeneração celular, reorganização de fibras de colágeno e modulação da dor por mecanismos neurológicos".
Segundo o Dr. Marcos Ferreira, os efeitos contribuem para melhorar a função da região tratada e favorecer o processo de recuperação dos tecidos. Ele pontua que a TOC radial é uma das modalidades amplamente utilizadas na prática clínica. "Nesse tipo de tecnologia, as ondas são geradas por um mecanismo pneumático que produz impulsos mecânicos transmitidos ao tecido por meio de um aplicador posicionado sobre a pele".
O ortopedista explica que as ondas radiais apresentam dispersão progressiva da energia ao longo dos tecidos, o que permite tratar áreas relativamente amplas e estruturas musculoesqueléticas superficiais, frequentemente envolvidas em quadros de dor crônica e sobrecarga mecânica.
Indicações e funcionalidades do tratamento
O médico relata que, na prática ortopédica, a TOC costuma ser indicada principalmente nos casos de dor crônica nos tendões, fáscias e inserções musculares — fascite plantar, tendinopatia de Aquiles, epicondilite lateral do cotovelo, tendinopatias do ombro e algumas calcificações tendíneas —, especialmente quando o paciente já realizou tratamentos conservadores tradicionais sem melhora adequada.
"Em muitos desses quadros, o objetivo da terapia é ativar mecanismos biológicos naturais de reparação do organismo, como aumento da vascularização, liberação de fatores de crescimento e modulação da dor, permitindo que o paciente retome suas atividades com melhor função e menor limitação", pontua o profissional.
Para o especialista, o fato de a TOC não ser um tratamento invasivo, realizado em ambiente ambulatorial e que geralmente não exige afastamento prolongado das atividades, permite que ela ofereça funcionalidades adicionais em casos resistentes a tratamentos conservadores.
"A técnica também pode ser considerada uma alternativa antes de procedimentos cirúrgicos, especialmente em pacientes com lesões crônicas de tendões e estruturas musculoesqueléticas".
Segundo o profissional, a TOC tem sido progressivamente incorporada à prática ortopédica moderna no Brasil nos últimos anos, especialmente em clínicas e centros especializados em medicina esportiva e tratamento de dor musculoesquelética.
"Embora ainda exista variação na disponibilidade do tratamento entre diferentes regiões e serviços de saúde, observa-se uma expansão gradual do acesso, principalmente em centros que investem em abordagens terapêuticas não invasivas e baseadas em evidência científica", acentua.
O Dr. Marcos Ferreira ressalta que, dependendo da condição tratada, o protocolo terapêutico pode envolver múltiplas sessões, com parâmetros como frequência, número de impulsos e nível de energia ajustados de acordo com a indicação clínica e a resposta do paciente.
"Apesar dos resultados promissores em diversas indicações, a escolha dessa terapia deve sempre considerar a avaliação clínica individualizada do paciente, o estágio da doença e a integração com outras estratégias de tratamento e reabilitação", alerta.
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