
As obras de infraestrutura para a instalação de sistemas de geração solar em escolas públicas avançam em diversas regiões do Paraná. A ação integra o Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel e vai beneficiar 200 instituições municipais e estaduais de ensino. O investimento total previsto nestas ações é de R$ 23 milhões. A modernização vai gerar economia na conta de luz para as escolas, tornar o consumo de energia mais eficiente por meio da substituição de equipamentos antigos e proporcionar mais conforto para professores e alunos.
Ao todo, 155 instituições de ensino receberão sistemas próprios de geração solar, além da substituição de equipamentos elétricos antigos. As outras 45 escolas serão contempladas exclusivamente com a troca de equipamentos, em razão de limitações estruturais. Estão previstas a instalação de 6.467 placas fotovoltaicas e a substituição de 246 geladeiras, 196 aparelhos de ar-condicionado e 10.540 lâmpadas.
Nesta primeira fase do programa, o sistema fotovoltaico já está sendo implantado em oito escolas da Região Noroeste do Paraná: Ana Neri, no município de Perobal; Pequeno Príncipe e Arthur da Costa e Silva, em Esperança Nova; João XXIII, em Alto Piquiri; Petrônio Portela e João Batista de Melo, em São Jorge do Patrocínio; Tiradentes, em Cafezal do Sul, e Criança Feliz, em Brasilândia do Sul.
O gerente-executivo de Inovação da Copel, Rafael Eichelberger, destaca que a instalação das placas fotovoltaicas é um passo importante no processo de modernização da infraestrutura escolar. “Ao levar geração solar e equipamentos eficientes para dentro das unidades de ensino, criamos ambientes mais confortáveis e permitimos que as escolas direcionem os recursos economizados na conta de luz diretamente para ações educacionais”, afirma.
COMUNIDADES APROVAM- O Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Príncipe, em Esperança Nova, está entre as unidades contempladas pelo Programa de Eficiência Energética, com a instalação de placas de energia solar. De acordo com a diretora Neuzeli Duenha Bogas Simões, a iniciativa da Copel traz ganhos financeiros e pedagógicos, além do impacto ambiental positivo, com o uso de uma fonte de energia limpa e renovável.
“Os estudantes aprendem, na prática, sobre a importância de cuidar do meio ambiente e de utilizar os recursos naturais de forma consciente. Vai além do benefício econômico: é um compromisso com o futuro, com a educação ambiental e com a formação de cidadãos mais conscientes”, afirma.
Na avaliação da diretora-geral do Colégio Estadual Papa João XXIII, em Alto Piquiri, Aparecida Josefina Rondis, trata-se de um projeto de relevância social e educacional. “Esta ação demonstra o compromisso da Copel com a sustentabilidade, uma iniciativa que já vem sendo trabalhada em nossa escola, especialmente no Ensino Médio. Com a instalação desses equipamentos, teremos redução de custos e um importante incentivo à educação ambiental, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes e para o desenvolvimento sustentável da comunidade local”, explica.
Para Edleusa de Souza Silva Cichocki, diretora da Escola Municipal João Batista de Melo, de São Jorge do Patrocínio, a redução dos custos com energia elétrica possibilita a ampliação de investimentos em melhorias na estrutura e nas práticas pedagógicas, impactando diretamente a qualidade do ensino.
“Esta iniciativa, com forte caráter formativo, insere a sustentabilidade no cotidiano escolar e contribui para a formação de estudantes mais conscientes e comprometidos com o futuro. É uma ação que fortalece a escola como espaço de educação, inovação e responsabilidade social”, esclarece ela.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA- O Programa de Eficiência Energética tem como objetivo promover o consumo consciente e combater o desperdício de energia elétrica em todos os setores da economia. Isso ocorre por meio de ações educativas e do financiamento de projetos que melhoram a eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia. O programa é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A chamada pública destinada a escolas paranaenses selecionou 100 instituições da rede estadual de ensino e outras 100 da rede municipal, com base em critérios como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas. Também foram considerados o consumo de energia nas unidades e a proporção entre população total e alunos atendidos no município.
A previsão é de que todas as obras de melhoria sejam concluídas até 2027.


