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Nova unidade da Polícia Científica em Ponta Grossa vai fortalecer perícias nos Campos Gerais

Unidade de Execução Técnico-Científica da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) em Ponta Grossa recebeu investimento de R$ 15,4 milhões para amplia...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
19/03/2026 às 18h07
Nova unidade da Polícia Científica em Ponta Grossa vai fortalecer perícias nos Campos Gerais
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Governo do Paraná deu mais um passo na modernização da segurança pública ao inaugurar nesta quinta-feira (19), em Ponta Grossa, a nova Unidade de Execução Técnico-Científica da Polícia Científica do Paraná (PCIPR). A estrutura, que recebeu investimento de R$ 15,4 milhões, amplia a capacidade de produção de provas periciais e fortalece o atendimento regional nos Campos Gerais.

A entrega foi realizada pelo vice-governador Darci Piana durante evento que também marcou a inauguração do primeiro Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Universitário do País.

Com 2,8 mil metros quadrados de área construída, a nova unidade foi projetada para fortalecer a atuação da Polícia Científica, responsável pela produção de provas técnicas que auxiliam o sistema de justiça. A estrutura amplia a capacidade operacional da instituição, que passa a contar com um portfólio de 122 tipos de exames periciais, garantindo mais agilidade e precisão nos atendimentos. A unidade será operada por uma equipe de 42 servidores, entre peritos oficiais e técnicos de perícia, e atenderá 14 municípios da região, como Castro, Palmeira, Jaguariaíva e Imbituva, fortalecendo a regionalização dos serviços e reduzindo o tempo de resposta das análises periciais.

Para o vice-governador Darci Piana, a nova unidade representa um avanço importante na modernização da segurança pública e na qualidade dos serviços prestados à população. Segundo Piana, a nova unidade também amplia as possibilidades de formação e investigação no Estado. “A Polícia Científica é fundamental para a resolução de crimes. Temos investido porque é isso que garante resultados, como já aconteceu em grandes operações no Paraná. Aqui em Ponta Grossa, além de fortalecer as investigações, essa estrutura dentro da universidade dá uma oportunidade única para os alunos participarem desse ambiente e aprenderem na prática”, pontuou.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou o impacto da nova unidade para a atuação das forças de segurança. “Essa é uma demanda antiga da região e faz parte do compromisso de reestruturação da segurança pública. Uma unidade moderna como essa melhora a qualidade do atendimento, dá mais celeridade às investigações da Polícia Civil e qualifica o atendimento ao público, que é o que mais nos interessa. O Governo do Estado também tem mais de R$ 300 milhões em equipamentos a serem entregues em breve e cerca de R$ 500 milhões em obras na área da segurança pública ao longo da gestão”, afirmou.

O espaço foi criado em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com foco no compartilhamento de conhecimento entre a academia e a atividade pericial. A unidade conta com observatório tanatológico, permitindo que estudantes acompanhem exames de necropsia realizados pela PCPIPR, além de auditório e salas de aula que consolidam o local como um ambiente de ensino, pesquisa e prática profissional.

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, ressaltou a importância da nova estrutura e da parceria com a universidade. “Estar dentro da universidade é muito importante porque nós, peritos, trabalhamos com a produção de provas por meio do método científico, que muitas vezes é desenvolvido na academia. Isso abre novas possibilidades de integração com a UEPG, em pesquisa e extensão, trazendo muitos benefícios para a nossa atuação”, afirmou.

Ele também destacou a ampliação dos serviços na região. “A unidade de Ponta Grossa se torna ainda maior, com a incorporação de áreas que não existiam antes, como a Antropologia Forense. Isso amplia o portfólio de exames periciais e fortalece o suporte às investigações e às ações criminais”, acrescentou.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, destacou a integração entre a PCIPR e a universidade. “Aqui vai funcionar o primeiro IML universitário do Brasil, que vai conciliar o trabalho da Polícia Científica com as atividades dos alunos da área da saúde no Centro de Anatomia. Os estudantes vão poder viver uma experiência real de trabalho, o que melhora a formação, além de possibilitar pesquisas e projetos conjuntos. A ideia é, inclusive, implantar uma residência médica em medicina legal dentro da estrutura da Polícia Científica”, adiantou.

Entre os diferenciais da nova estrutura está o tanque balístico, utilizado para exames de eficiência e coleta de padrões de projéteis, e o microscópio comparador VisionX, equipamento de alta tecnologia que contribui com o Sistema Nacional de Análise Balística. A unidade também dispõe de salas de custódia adequadas à legislação vigente, garantindo segurança jurídica e respeito aos direitos durante a realização de exames.

PROTEÇÃO DAS VITIMAS -Outro destaque é o atendimento voltado à proteção das vítimas. O espaço conta com estrutura específica para exames clínicos, incluindo verificação de violência sexual, com ambiente reservado e humanizado, especialmente pensado para acolher mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.

O chefe da unidade em Ponta Grossa, Leandro Rodrigues, destacou os avanços estruturais e operacionais proporcionados pela nova sede. “O nosso prédio antigo já tinha 30 anos e foi construído quando a Polícia Científica ainda fazia parte da Polícia Civil, com uma infraestrutura já defasada. Agora, temos um prédio atualizado, com rede de comunicação adequada e todos os ambientes monitorados 24 horas por circuito fechado, o que garante mais segurança para o nosso trabalho e para a preservação dos vestígios, assegurando a cadeia de custódia. Além disso, a proximidade com o ambiente acadêmico é um diferencial que não existe em nenhum outro estado do Brasil”, afirmou.

O prefeito em exercício de Ponta Grossa, pastor Moisés Faria, destacou a importância da nova estrutura para o município. “É de suma importância. A gente entra aqui e se impressiona de tão bem feita que é a estrutura. Além de trazer mais tecnologia para a resolução de crimes, essa unidade também oportuniza que os alunos da UEPG vivenciem na prática esse ambiente. Só temos a celebrar e agradecer ao Governo do Estado pela parceria e pelo cuidado com a nossa população”, reconheceu.

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná


CENTRO DE ANATOMIA -No mesmo complexo, em estrutura anexa à nova unidade, também está em fase final de implantação o Centro de Anatomia da UEPG. O espaço terá quase mil metros quadrados e contará com salas de aula, auditório, refeitório, áreas administrativas e ambientes de apoio técnico.

A proposta é ampliar a integração entre ensino, pesquisa e prática nas áreas da saúde e das ciências forenses.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou o caráter inovador da iniciativa. “A unidade da Polícia Científica vai atender toda a região com alta tecnologia e, ao mesmo tempo, servir como espaço de aprendizagem para os estudantes. O Centro de Anatomia está integrado a essa estrutura, permitindo que a atividade pericial contribua diretamente para a formação acadêmica. O AME segue a mesma lógica, como campo de prática para os alunos, integrando ensino, pesquisa e extensão em serviços do Estado”, reforçou.

Já o secretário de Saúde, Beto Preto, ressaltou a integração entre as estruturas implantadas no câmpus. “É um conjunto importante de investimentos aqui na universidade, que fortalece tanto a assistência quanto a formação. A proximidade com a Polícia Científica e com essa estrutura moderna também contribui para o ensino e para a qualificação dos profissionais que vão atuar no atendimento à população”, afirmou.

INTEGRAÇÃO -Durante a solenidade, também foi anunciado um protocolo de intenções para a implantação do primeiro Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da região, em uma parceria entre as secretarias estaduais da Segurança Pública e da Saúde e a UEPG. O projeto prevê a criação de uma estrutura descentralizada para a realização de necropsias em casos de mortes naturais sem assistência médica ou com causa indefinida, contribuindo para reduzir a sobrecarga da Polícia Científica e melhorar a qualidade das informações sobre mortalidade no Estado.

A iniciativa será implantada inicialmente como projeto piloto em Ponta Grossa, com previsão de funcionamento em até oito meses e investimento estimado de R$ 1,4 milhão. O modelo deve ser avaliado até o final de 2026 e poderá ser expandido para outras regiões do Paraná.

PRESENÇAS -Também participaram o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual, Alexandre Curi; o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Jefferson Silva; o representante do delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, delegado Nagib; o deputado federal, Estacho; os deputados estaduais, Márcia Huçulak, Mabel Canto, Moacyr Fadel e Marcelo Rangel, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Hussein Bakri; o diretor-geral da SESA, Cesar Neves; e o presidente do Conselho Estadual de Educação, João Carlos Gomes.

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