

O projeto “Formação de Professores para o Manejo de Transtornos do Neurodesenvolvimento na Educação Básica e no Ensino Superior” faz parte do Programa Institucional de Pesquisa Universal (Básica e Aplicada). As informações coletadas entre os professores e alunos, por meio deste questionário, ajudarão a identificar e compreender os principais impactos e desafios na educação com pessoas neurodivergentes. São dois questionários. Um para docentes ( aqui ) e outro voltado a acadêmicos ( aqui ).
A professora Ana Lúcia explica que, além de embasar o curso de formação, os dados coletados serão analisados para elaboração de um diagnóstico sobre o TEA e TDHA na UEPG. “Será oferecida a oportunidade de atendimentos de terapia com base na Teoria Cognitiva e Comportamental, em grupo individual para os que desejarem participar”, informa. Ao participar da pesquisa, os professores já podem confirmar se têm interesse em participar de um curso de formação sobre o tema com os psicólogos que participam da equipe do projeto. O curso de formação ocorre no segundo semestre de 2026.
A pesquisa também busca gerar impactos no campo da formação docente, segundo Ana Lúcia. “Ao produzir subsídios para o desenvolvimento de ações formativas, poderemos favorecer a ampliação do repertório teórico e reflexivo dos docentes, bem como contribuir para a discussão sobre as demandas pedagógicas e emocionais envolvidas nos processos de inclusão escolar”, completa.
Os questionários estão disponíveis on-line: docentes ( aqui ) e acadêmicos ( aqui ).
Parceria com outras instituições
A UEPG é uma das participantes do estudo que acontece com estudantes e servidores de 50 universidades públicas de todo o país, com idades entre 18 e 75 anos, sob coordenação nacional de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa busca compreender os efeitos e os desafios de saúde mental enfrentados nas universidades para direcionar esforços na construção de uma universidade mais acolhedora, inclusiva e produtiva.
Na UEPG, a pesquisa recebeu apoio da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (Propesp), que indicou a professora Ana Lúcia Pereira como pesquisadora responsável. O estudo agora aguarda a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. “Para viabilizar o rastreamento em todo território brasileiro, foi consolidada a Rede Nacional de Saúde Mental (Renasam), que tem um importante papel de articular grupos de pesquisa para o desenvolvimento e inovação em Saúde Mental. Além disso, a Rede visa conduzir estudos inovadores e disseminar informações atualizadas para aumentar a conscientização sobre o tema e romper o estigma associado a tais problemas”, finaliza a professora.
Texto: Jéssica Natal | Foto de capa: Gabriel Miguel | Foto interna: Aline Jasper


