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Ensino técnico da rede estadual impulsiona estudantes ao mercado de trabalho

Em 2024, cerca de 14 mil alunos da educação profissional estavam atuando em vagas formais, estágios remunerados ou programas de aprendizagem profi...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
12/03/2026 às 09h57
Ensino técnico da rede estadual impulsiona estudantes ao mercado de trabalho
Foto: Lucas Fermin/SEED

A política de fortalecimento da educação técnica da rede estadual do Paraná tem ampliado as oportunidades de inserção profissional para estudantes ainda durante o ensino médio. Por meio da qualificação aliada à prática e à articulação com o setor produtivo, alunos têm conquistado vagas de estágio e emprego com mais facilidade.

A expansão do ensino técnico na rede estadual é expressiva. O número de estudantes ingressando em cursos desta modalidade saltou de cerca de 11,2 mil em 2021 para mais de 50 mil em 2025, um crescimento de quase 350% em quatro anos. Atualmente, são ofertados mais de 65 cursos técnicos em 821 escolas estaduais distribuídas pelos 32 Núcleos Regionais de Educação. Em 2025, cerca de 39% dos alunos que ingressaram na 1ª série do ensino médio optaram por cursos técnicos integrados, consolidando o ensino profissionalizante como um dos pilares da política educacional do Paraná.

O avanço é resultado da estratégia da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) de expandir a oferta de cursos técnicos alinhados às vocações regionais e às demandas do mercado de trabalho. A iniciativa fortalece a formação integral dos estudantes e amplia as perspectivas de futuro.

O impacto dessa política se reflete na presença cada vez maior de estudantes da rede estadual no mundo do trabalho. Em 2024, cerca de 14 mil alunos da educação profissional estavam atuando em vagas formais, estágios remunerados ou programas de aprendizagem profissional e no ano seguinte esse número chegou a 14,8 mil estudantes, evidenciando o avanço da inserção profissional ainda durante o período escolar e reforçando o papel do ensino técnico como ponte entre a formação acadêmica e o mercado de trabalho.

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Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, os resultados confirmam que o investimento no ensino técnico é uma política pública que gera impacto direto na vida dos estudantes. “O ensino técnico é uma ferramenta concreta de transformação social. Ao oferecer qualificação ainda na educação básica, garantimos que nossos estudantes tenham mais oportunidades, mais autonomia e mais condições de construir um projeto de vida sólido. Essa integração entre escola e mercado de trabalho fortalece a formação integral e amplia horizontes”, afirma.

A inserção dos estudantes no mercado também é potencializada por processos seletivos mediados por agentes de integração que fazem a ponte entre estudantes e empresas, como o CIEE/PR, que conecta jovens ao mercado de trabalho em todo o Estado.

JOVENS NO MERCADO- É o caso da Maria Fernanda dos Santos, aluna do curso técnico em edificações, do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba, que garantiu uma vaga na área de formação ainda durante os estudos. “Escolhi fazer o ensino médio com o técnico porque queria sair da escola mais preparada para o mercado de trabalho”, conta a estudante.

“Nunca tinha pensado nessa possibilidade de cursar o ensino médio junto com o técnico, mas depois que descobri que era possível, fiquei muito interessada e logo quis fazer, porque, além da formação normal, o técnico me dá experiência prática e me ajuda a desenvolver a responsabilidade desde cedo”, completa.

Para Adriana Kampa, coordenadora técnica da educação profissional da Seed-PR, a ampliação do ensino técnico na rede estadual reforça o compromisso com uma formação alinhada às demandas atuais e às perspectivas de futuro dos estudantes. “Mais do que qualificar para o mercado, o ensino técnico na rede estadual do Paraná consolida-se como um instrumento de emancipação, preparando sujeitos críticos, criativos e éticos, capazes de atuar no mundo do trabalho e participar ativamente da construção de uma sociedade mais justa e democrática”, afirma.

REQUISITO BÁSICO -Segundo a Supervisora Operacional do CIEE/PR, Ilsis Cristine da Silva, a formação técnica tem se destacado nos processos seletivos por oferecer aos jovens uma vivência mais próxima da realidade das empresas. “O aluno do técnico normalmente tem uma base prática mais estruturada. Eles conhecem a rotina da empresa, muitas vezes já mexeram em sistema, equipamentos, ou em processos reais, pois muitas escolas têm laboratórios na parte técnica e eles não vivenciam só a teoria. Eles conduzem a parte técnica muitas vezes dentro das escolas”, destaca.

Ela também ressalta que, diante de um mercado cada vez mais exigente, a qualificação profissional deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um requisito essencial para a inserção dos jovens no mundo do trabalho. “A qualificação deixou de ser apenas um diferencial, virou um requisito básico. O mercado está cada vez mais exigente, mais tecnológico, mais rápido. Quem tem uma formação técnica ou profissionalizante, sai sim na frente por já ter um conhecimento mais avançado”, afirma.

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