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Pesquisadores da UEPG conquistam Bolsa Produtividade da Fundação Araucária

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) agora conta com mais cinco docentes que são bolsisas produtividade. Os professores Adilson Luiz Chin...

Redação
Por: Redação Fonte: UEPG
23/02/2026 às 11h31
Pesquisadores da UEPG conquistam Bolsa Produtividade da Fundação Araucária
Foto: Reprodução/UEPG

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) agora conta com mais cinco docentes que são bolsisas produtividade. Os professores Adilson Luiz Chinelatto; Eduardo Augusto Agnellos Barbosa; Luis Fernando Cerri; Marcelo Emilio; e Maria Julieta Batista de Almeida Weber foram contemplados na Chamada Pública 23/2023 – Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e/ou Desenvolvimento Tecnológico, da Fundação Araucária, no início do mês. Os pesquisadoras atuam em diferentes áreas de conhecimento, mostrando a diversidade de pesquisas realizadas na instituição.

Patrimônio

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Dedicada e comprometida com a pesquisa sobre memória e patrimônio. Assim é a professora Maria Julieta Weber. Contemplada pela primeira vez com uma bolsa produtividade da Fundação Araucária, a pesquisa que planeja fazer diz respeito à produção de material didático que evidencie perspectivas críticas da escrita da história. “Serão contempladas abordagens a partir do recorte regional, priorizando o debate sobre raça e gênero, como uma gama diversificada de estudos voltados ao protagonismo de sujeitos e grupos sociais constitutivos da formação social e histórica no Paraná”. Segundo ela, dar voz a estas pessoas traz à tona histórias que muitas vezes foram silenciadas pela historiografia tradicional, “especialmente em temáticas que envolvem a memória e o patrimônio cultural”, enfatiza. Ter a bolsa produtividade é uma conquista, para a professora. “Importante para quem se dedica à pesquisa acadêmica, e que me possibilitará trabalhar com uma equipe de pós-graduados que estudam e já desenvolvem pesquisas nesta área”.

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Combustível

O professor Adilson Chinelatto se dedica a pesquisar células de combustível há quase 30 anos. Nesta bolsa produtividade, o objetivo é pesquisar as células de combustível de cerâmica, que produzem energia elétrica e que podem ser aplicadas em várias áreas. “Existem conjuntos de células como essa que alimentam um edifício inteiro, por exemplo”, explica o docente, enquanto aponta para uma explicação no computador. A produção de energia precisa de polos positivos e negativos, como uma pilha. Mas diferentemente da pilha, com a cerâmica, as reações químicas não alteram o material. Só há lados positivos no desenvolvimento de células de combustível para Chinelatto: “o subproduto da geração dessa energia elétrica é água, vapor de água. Então, ela não não gera poluição nenhuma. Essa é a grande sacada”, garante. Chinelatto enfatiza que a pesquisa ainda está no início, e a bolsa produtividade atua como um incentivo para o avanço das investigações. “Além disso, é uma valorização, porque auxilia em compras de produtos, principalmente objetos de laboratório, então é um incentivo e um reconhecimento”, completa.

Clima

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
No 11º ano como docente efetivo da UEPG, receber a bolsa produtividade pela primeira vez foi uma surpresa para o professor Eduardo Agnellos. “Essa conquista não é pessoal, mas sim de todo um grupo. Um reconhecimento por todo o trabalho do nosso grupo e um incentivo para a gente continuar desenvolvendo pesquisas dentro da área da agronomia”. O pesquisador trabalha com conservação do solo, juntamente com pesquisadores de todo o Paraná no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Prosolo, que procura soluções para amenizar os processos erosivos do solo e a degradação dos cursos d’água. “A pesquisa busca compreender melhor os processos de escoamento superficial, transporte, sedimento e a dinâmica da água, em sistemas de plantio direto”. O trabalho mostra resultados de que é possível controlar a quantidade de chuvas em diferentes manejos, especialmente em um cenário de mudanças climáticas, fazendo com que as áreas sejam mais resilientes à erosão. A pesquisa foi efetivamente implementada em 2019, “mas a gente vem já coletando os dados, já é uma pesquisa que está amadurecendo ao longo do tempo, então, esses sistemas de manejo estão ficando cada vez mais estabelecidos. Agora, a gente também está analisando não somente a parte física e química do solo, mas também as questões biológicas que nós temos pelos processos de erosão”.

História

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Esta História tem uma história. A pesquisa brasileira no ensino desta temática vai ganhar uma grande contribuição com o trabalho capitaneado pelo professor Luis Fernando Cerri. Intitulada ‘Observatório Brasileiro do Ensino de História’, a iniciativa busca reunir toda a produção de conhecimento em torno do ensino de história no no Brasil. O grupo já possui uma parte catalogada, vinda de anais de congressos na área. “Somente do Mestrado Profissional em Ensino de História, já temos mais 5 mil pesquisas, mas a gente quer reunir toda a produção desde os anos 1980”. O docente ressalta que o planejamento pode ser ambicioso, “mas eu acho importante colocar uma régua lá em cima, para conseguirmos nos aproximar o máximo possível do nosso objetivo”, esclarece. O objetivo do trabalho é estimular o conhecimento sobre o que é produzido e incentivar novas pesquisas. “Servirá para que pessoas não façam pesquisas sobre o que já foi feito, mas partam para novas descobertas”. O estudo acontece em parceria com o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi), e o planejamento é reunir todo o acervo no site Memórias Digitais . “Agora, o trabalho é fazer o levantamento de todo o restante do material, que é o tipo e atividade que acredito que estarei trabalhando o restante da minha carreira, para poder passar o bastão para alguém continuar”, explica.

Foto: Reprodução/UEPG
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Sol

A cada 11 anos, o Sol passa por um período de alta atividade magnética, o que afeta a geração de energia na Terra. É este fenômeno que o professor Marcelo Emílio busca compreender, juntamente com a equipe. “O Sol varia 0,1% dessa energia a cada 11 anos, a última ocorrência foi por volta de 2023”. O grupo avalia as alterações desde a primeira série histórica, que ocorreu em 1680. “Então o fenômeno desaparece e as manchas do Sol somem todas, depois reaparecem numa latitude maior e migram para a linha do Equador. Isso está relacionado a outros fenômenos do Sol”. Essas variações fizeram parte da pesquisa de Doutorado do Emílio, que descobriu a medida exata do Sol (um raio de 696.342 km). “Esta bolsa irá auxiliar muito no custeio de participação de eventos, publicações e compra de materiais de laboratório, fomentando ainda mais as nossas pesquisas”.

Texto: Jéssica Natal | Fotos: Jéssica Natal, Larissa Godoy

Foto: Reprodução/UEPG
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