
O número de startups cresceu 39,7% no Paraná entre 2023 e 2025. De acordo com o 12º Mapeamento das Startups Paranaenses, lançado no Show Rural, em Cascavel, pelo Sebrae/PR, são 1.866 startups formalizadas e 591 não formalizadas, totalizando 2.457 no total. Na edição anterior do estudo, o mapeamento havia identificado 1.758 startups, das quais 1.155 estavam formalizadas.
Entre os setores com maior concentração estão healthtech (6,8%), agrotechs (6,3%), IT & Comm (6,2%), adtechs (tecnologias voltadas à publicidade) e retailtechs (soluções tecnológicas para o varejo), refletindo áreas tradicionais da economia estadual e frentes ligadas à tecnologia. De maneira geral foram mapeados 28 segmentos.
São 660 startups em Curitiba, 451 no Noroeste, 409 no Norte, 345 no Sul, 285 no Oeste, Leste (178) e 120 no Centro. O índice de formalização é maior em Curitiba, com 95,7%, seguido do Centro (86,7%), Leste (86,5%) e Oeste (81,7%). Em Curitiba, a média de idade é de 4 anos, a mesma do Norte. No Noroeste, Oeste, Leste e Centro, a média é de 3 anos.
No Centro, onde há o Vale do Genoma, healthtech estão entre as principais apostas. É o mesmo cenário do Noroeste, que engloba Maringá, Paranavaí e Umuarama, e Sul, com União da Vitória e região. Em Curitiba, o principal mercado é IT & Comm, com 44 startups. Na cidade, 47,3% das startups registraram pelo menos um atendimento, sinalizando o grau de conexão com a rede de apoio e oportunidades de engajamento regional.
No Norte e Oeste, as principais apostas são as agrotechs. De acordo com o estudo, o perfil reflete vocações econômicas locais, redes setoriais e a presença de empresas e instituições âncoras capazes de acelerar validação e tração.
O Sebrae também identificou que o ecossistema de maneira geral é jovem e com dinâmica recente de criação: 40,2% das startups formalizadas foram fundadas entre 2023 e 2025 (751 empresas), com maior volume em 2024 (280 startups). Em relação ao nível de maturidade, 48,9% estão estabelecidas, 39,2% em estágio inicial, 5,6% em etapa classificada de nascente e 3,3% como super estabelecida, sugerindo um ecossistema predominantemente em consolidação.
“Mais de 70% das startups formalizadas possuem mais de três anos de fundação, o que demonstra a capacidade contínua de geração de novos negócios. Esse movimento evidencia um sistema de inovação fortalecido no Paraná, com integração entre universidades, ambientes de inovação, investidores e políticas públicas voltadas ao empreendedorismo inovador”, afirma o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete.
Rafael Tortato, coordenador de TIC e Startups do Sebrae/PR, também aponta que 76,7% das startups paranaenses utilizam bootstrapping, modelo de financiamento baseado no uso de capital próprio e na geração de receita do próprio negócio, como principal forma de sustentação financeira, o que influencia diretamente a forma como crescem e inovam. “Essa estrutura fomenta um crescimento mais pragmático e orientado ao mercado. A inovação tende a ser incremental, focada em resolver problemas imediatos dos clientes para gerar receita rapidamente”, explica.
O Governo do Paraná tem programas que incentivam a aceleração de startups e de ambientes de inovação. Eles passam pelo Anjo Inovador e Pacto Pela Inovação, com transferência de recursos direto para empresas e prefeituras.
"Houve um crescimento muito significativo, principalmente de startups formalizadas, e chegamos no maior número da história de startups do Estado do Paraná. Isso mostra que a cultura da inovação ganha cada vez mais força e que várias ações do Sebrae, do governo estadual, de universidades e gestões municipais estão influenciando positivamente o mercado", aponta o secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani.
"Pelo Estado nós mesmos temos o Programa Paraná Anjo Inovador, que é o maior programa de fomento do Brasil para startups, com investimento de R$ 37 milhões em 148 startups. E vamos lançar no primeiro semestre mais uma edição. Nos próximos dias vamos também lançar o Impulso Inovador, que será um programa para as startups embrionárias, aquelas ideias inovadoras que podem se tornar startups e que podem melhorar ainda mais esse ranking", complementa.
O Pacto Pela Inovação tem como objetivo descentralizar os investimentos e ampliar a capacidade dos municípios de desenvolver políticas públicas voltadas à tecnologia.
O estudo completo pode ser consultado AQUI .


