
A cirurgia robótica vem redefinindo o tratamento dos cânceres urológicos, ao unir alta precisão e preservação da qualidade de vida. "A prostatectomia robótica é o método cirúrgico mais avançado para o tratamento do câncer de próstata", afirma a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Nesse contexto, na urologia oncológica, especialmente nos casos de câncer de próstata, essa tecnologia tem demonstrado resultados superiores, sobretudo na preservação das funções urinária e sexual.
No país, a Agência Brasil informa que a prostatectomia radical assistida por robô está incorporada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso reforça que se trata de uma abordagem moderna e centrada no paciente, que busca não apenas remover o tumor, mas também reduzir impactos funcionais no pós-operatório. Trata-se de uma abordagem moderna e centrada no paciente, que busca não apenas remover o tumor, mas também reduzir impactos funcionais no pós-operatório.
Em quais tipos de câncer urológico a cirurgia robótica é indicada
De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no documento que regulamenta o tema, a cirurgia robótica apresenta vantagens claras em diferentes cenários, como na urologia oncológica. Segundo o urologista do Instituto de Cirurgia Robótica do Triângulo (ICR.T), Dr. Jorge Henrique Moreira Agostinho, "a cirurgia robótica tem se mostrado a melhor opção para o tratamento de cânceres de próstata, para o câncer de rim, especificamente na nefrectomia parcial, e nos casos de tumores de bexiga".
No câncer de próstata, conforme parecer já citado da ANS, a técnica robótica é especialmente relevante por permitir uma abordagem precisa da glândula prostática, reduzindo riscos de danos às estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual.
Precisão cirúrgica e melhores margens oncológicas
Do ponto de vista oncológico, a cirurgia robótica se diferencia dos métodos convencionais por oferecer recursos tecnológicos que ampliam a segurança e permitem uma dissecção mais refinada.
"A precisão da cirurgia robótica contribui para melhores margens cirúrgicas e maior preservação de estruturas importantes, através de vários mecanismos aprimorados em relação aos procedimentos tradicionais, como visão tridimensional, delicadeza e maior amplitude dos movimentos", sintetiza o médico.
Esse rigor é fundamental para remover o tumor de forma eficaz, ao mesmo tempo em que protege nervos e vasos sanguíneos essenciais.
Preservação urinária e sexual na prostatectomia robótica
Um dos principais ganhos da prostatectomia robótica está na possibilidade de preservar os feixes neurovasculares responsáveis pela ereção e pelo controle urinário. Ao reduzir o trauma cirúrgico, o método diminui o risco de complicações funcionais no pós-operatório.
Para o paciente, isso se traduz em menor incidência de incontinência urinária, maior chance de recuperação da função erétil e uma adaptação mais rápida à rotina após a cirurgia.
Recuperação mais rápida e menos dor
A cirurgia robótica também impacta positivamente o período de recuperação. Por ser minimamente invasiva, provoca menor agressão aos tecidos, reduzindo dor e desconforto no pós-operatório. "Devido a menores traumas teciduais, a recuperação do processo cirúrgico é mais rápida e com menor quadro álgico", esclarece o Dr. Jorge Henrique.
Além disso, há menor perda de sangue, menor necessidade de analgésicos e alta hospitalar mais precoce.
Impacto na qualidade de vida do paciente oncológico
Na experiência clínica, os benefícios da cirurgia robótica vão além do momento cirúrgico. "A técnica permite uma recuperação mais rápida, menos dor, menor perda de sangue e melhores resultados funcionais a longo prazo", ressalta o urologista.
Esse conjunto de fatores reforça o compromisso da urologia oncológica moderna com tratamentos que preservam a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.
Quem mais se beneficia da cirurgia robótica
A cirurgia robótica oferece benefícios ainda mais evidentes para pacientes com tumores localizados em áreas de difícil acesso, condições clínicas complexas ou que apresentam maiores riscos cirúrgicos. Nesses casos, a precisão da técnica contribui para procedimentos mais seguros e previsíveis.


