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Fintechs ampliam inclusão financeira no Brasil

A Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025 mostrou que as empresas do setor concederam R$ 35,5 bilhões em 2024, volume que cresce ano a ano, assim...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
26/01/2026 às 17h56

Em meio à crescente confiança dos brasileiros nos serviços oferecidos pelas fintechs, o segmento segue transformando o sistema financeiro brasileiro ao modernizar produtos e serviços, promover a inclusão financeira e estimular a competição. Prova disso é que somente as empresas voltadas à concessão de crédito, de acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025, realizada pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil, emprestaram R$ 35,5 bilhões em 2024, montante 68% maior do que o ano anterior.

Ainda segundo o estudo, que analisou a operação de 44 fintechs brasileiras durante o ano retrasado, o número de clientes das fintechs de crédito superou 67,5 milhões de pessoas físicas no período. Nos últimos dez anos, período em que as empresas do segmento começaram a ganhar tração e foram gradativamente amadurecendo suas operações.

"E é importante ressaltar que a maior parte dos clientes das fintechs só conseguiu acessar produtos financeiros pela primeira vez graças a opções mais adequadas à sua realidade. Essa mudança permitiu que brasileiros que ganham de um a três salários mínimos ou micro e pequenas empresas, perfis que historicamente enfrentavam uma série de entraves nas instituições financeiras tradicionais, pudessem usufruir de serviços até então fora de alcance", pontua Claudia Amira, diretora-executiva da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD).

A executiva destaca ainda que a chegada de novos players e o desenvolvimento de soluções disruptivas apoiadas no uso massivo de tecnologias resultou em um aumento relevante da competitividade, o que impactou as taxas de juros e a qualidade dos serviços oferecidos. "Nosso estudo anual detectou que em quatro das principais categorias de crédito para pessoas físicas — rotativo do cartão de crédito, parcelado do cartão, crédito pessoal não consignado e aquisição de veículos —, as fintechs ofereceram taxas de juros menores do que a média do mercado financeiro tradicional em 2024", afirma Claudia.

Segundo o estudo, entre os principais benefícios que as fintechs trouxeram para os brasileiros na última década, destacam-se:

  • Inclusão financeira: as fintechs promoveram nos últimos dez anos ampla expansão do acesso a serviços financeiros, contribuindo decisivamente para a inclusão financeira;
  • Competição: a concorrência gerada pelas fintechs tem desempenhado papel importante para o aumento da competição, o que impacta positivamente na redução de spreads, margens e taxas de juros aos consumidores finais;
  • Inovação: na busca incessante por melhores produtos e serviços, as fintechs apostam alto no desenvolvimento de novas soluções e na revisão de modelos já consagrados, além de se especializarem em nichos estratégicos, o que permite maior grau de personalização e entendimento do cliente;
  • Uso massivo da tecnologia: desde sempre no centro do modelo de negócios das fintechs, a tecnologia segue aperfeiçoando as operações das fintechs. O último ano, por exemplo, marcou um salto importante na forma como as empresas de crédito digital incorporam novas ferramentas, especialmente no campo da inteligência artificial (IA). De acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025, 67% das fintechs do setor estão em fase de desenvolvimento ou estudo de soluções baseadas em IA — mais que o dobro em relação ao ano anterior (31%);
  • Agilidade: enquanto instituições financeiras tradicionais ainda operam sistemas mais pesados e menos flexíveis, as fintechs têm se destacado pela agilidade no processamento de grandes volumes de operações, com menor necessidade de intervenção humana.

Na avaliação da diretora-executiva da ABCD, a tendência é que as fintechs sigam ampliando sua participação no mercado e beneficiando mais brasileiros, uma vez que são instituições em conformidade com as normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e supervisionadas pelo Banco Central. "Além disso, seguem normas rigorosas de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, assegurando a confiança de seus milhares de atuais e potenciais clientes", finaliza.

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