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Estado emite licença e novo complexo eólico de R$ 3,5 bilhões de Palmas terá 72 turbinas

Documento emitido pelo IAT autoriza o início da construção do empreendimento, orçado em R$ 3,5 bilhões. Ele terá 72 turbinas ao longo de 145 hecta...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
07/10/2025 às 20h41
Estado emite licença e novo complexo eólico de R$ 3,5 bilhões de Palmas terá 72 turbinas
Foto: Felipe Henschel/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta terça-feira (7), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, representantes da Vento Sul Energia para a entrega da Licença de Instalação (LI) do Complexo Eólico Palmas II, localizado no município de Palmas, no Sudoeste do Estado. O documento, emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), autoriza o início da construção do empreendimento e terá validade até 2031.

Com potência instalada de 504 megawatts (MW), o projeto representa um dos maiores investimentos privados em energia renovável do Paraná, com previsão de R$ 3,5 bilhões aplicados na implantação. Serão 72 turbinas de 7 MW cada, com torres de concreto de 160 metros de altura, fornecidas pela empresa Weg, distribuídas em sete parques eólicos que ocuparão cerca de 145 hectares.

O empreendimento deve gerar aproximadamente 150 mil megawatts-hora (MWh) de energia elétrica por mês – volume suficiente para abastecer 300 mil domicílios, ou cerca de 1,2 milhão de pessoas. A construção vai durar cerca de dois anos, com a criação de até 5 mil empregos diretos e indiretos, priorizando mão de obra local.

Segundo Ratinho Junior, o futuro empreendimento representa um salto de desenvolvimento para Palmas e a região Sudoeste, bem como uma garantia da continuidade do crescimento econômico do Paraná. “Durante muito tempo, o potencial eólico de Palmas foi ignorado. Hoje estamos transformando esse ativo em riqueza e em oportunidades para a população. O Estado cresce cerca de 6% ao ano, e para sustentar esse ritmo precisamos garantir segurança energética aos investidores”, afirmou.

O governador também destacou a relevância do projeto eólico anunciado em Palmas, classificando-o como um dos maiores empreendimentos do gênero no Brasil e no mundo. “É um projeto ousado, que exigiu muito trabalho e persistência dos empresários e do município. Tenho certeza de que não faltarão investidores, porque bons projetos sempre encontram apoio, ainda mais quando reúnem excelência técnica e responsabilidade ambiental”.

Com a emissão da Licença de Instalação (LI), a Vento Sul Energia passa a ter autorização legal para iniciar as obras físicas do parque eólico, incluindo a implantação das torres, acessos, subestações e demais estruturas necessárias ao funcionamento do empreendimento.

A obtenção da LI também facilita a atração de investidores e parceiros financeiros, já que o empreendimento passa a ter segurança jurídica e ambiental para sair do papel. Após a conclusão das obras, a empresa ainda deverá solicitar ao Instituto Água e Terra (IAT) a Licença de Operação (LO), que autoriza o início efetivo da geração de energia. Até lá, seguem as etapas de execução, monitoramento e cumprimento das condicionantes ambientais estabelecidas pelo órgão licenciador.

Outra frente de trabalho da empresa, a partir de agora, envolve a conexão do futuro complexo com o Sistema Interligado Nacional (SIN), o que será feita por meio de uma linha de transmissão de 525 kV, ligando a Subestação Coletora de Palmas ao ponto de conexão da Eletrosul, no município de General Carneiro.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL– Na avaliação do presidente do IAT, Everton Souza, o Paraná vive um momento muito especial para os investidores, porque oferece segurança jurídica e técnica em relação ao processo de licenciamento ambiental. “Aqui respeitamos a ciência e a técnica, e isso permite que projetos de grande porte, como o Complexo Eólico Palmas II, avancem com rapidez e segurança”, afirmou Souza.

Ele destacou ainda o papel do IAT na agilidade dos processos. “Nosso objetivo é dar respostas rápidas, integrando as demandas dos municípios e permitindo que os empreendimentos se desenvolvam de forma segura e eficiente, gerando renda, empregos e qualidade de vida para a população sem riscos ao meio ambiente”, acrescentou.

A segurança jurídica e ambiental destacada pelo IAT se reflete na execução prática do projeto. De acordo com Pedro Dias, diretor-executivo do instituto ambiental – responsável pelo licenciamento, estudos técnicos e gestão ambiental do empreendimento da Vento Sul Energia –, o complexo passou por um longo processo de maturação tecnológica antes de alcançar a configuração atual.

“O projeto começou com uma concepção de 200 megawatts e 100 torres. Hoje temos uma estrutura mais eficiente, com menos torres e mais do que o dobro de geração de energia. Isso representa um avanço significativo tanto do ponto de vista técnico quanto ambiental”, afirmou.

O grupo formado pela Vento Sul Energia e parceiros buscou eliminar qualquer impacto desnecessário à vegetação nativa e à fauna local, com estudos detalhados sobre flora e fauna e a promoção de audiências públicas com a comunidade. “Conseguimos eliminar totalmente o corte florestal, e cada torre foi posicionada respeitando os corredores de vento e a rota das aves. Foi um projeto construído junto com a população e com os produtores rurais que participam do arrendamento das áreas”, afirmou Dias.

Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Foto: Felipe Henschel/AEN

ENERGIA LIMPA– Palmas abriga o primeiro parque eólico construído no Sul do Brasil. O Parque Eólico de Palmas I, implantado pela Copel em 1999, marcou a entrada do Paraná na geração de energia a partir dos ventos, com potência instalada de 2,5 MW. Agora, com o Palmas II, o Estado dá um novo salto tecnológico e econômico, ampliando em escala a produção de energia limpa e renovável.

O prefeito Daniel Langaro destacou que o projeto trará impactos diretos para o município e a região Sudoeste e que vão além da geração de energia. “A implantação do parque eólico coloca Palmas e o Sudoeste como players principais na geração de energia, além de atrair novas indústrias que se beneficiam dessa oferta e fomentar o turismo”, afirmou Langaro.

O reforço na matriz eólica demonstra a vocação do Estado para a geração de energia a partir de fontes limpas. Outro exemplo nesse sentido é o Programa Paraná Energias Renováveis (RenovaPR), que estimulou mais de 38 mil novas ligações em geração distribuída, com R$ 5,8 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão aplicados em 10 mil projetos com apoio direto do Estado ao longo de quatro anos.

O Paraná também deve receber R$ 1,1 bilhão em investimentos para a construção de 11 novas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em 15 municípios, reforçando a produção de energia renovável. Atualmente, o Estado possui 114 PCHs e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) em operação, consolidando-se como referência em geração limpa no país.

PRESENÇAS– Também acompanharam a reunião o vice-governador Darci Piana; os secretários estaduais das Cidades, Guto Silva; e Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; o deputado estadual Ademar Traiano; representantes da Prefeitura de Palmas e empresas ligadas à Vento Sul Energia.

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