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Novos tratamentos tentam frear o crescimento do Diabetes Tipo 2

Próximo da data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, em 14 de novembro, a estimativa é que o país contabilize cerca de 23,2 mil...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
14/11/2022 às 12h55
Novos tratamentos tentam frear o crescimento do Diabetes Tipo 2
Foto: Reprodução

O diabetes já é considerado uma das doenças crônicas mais preocupantes no Brasil, país que encontra-se na terceira posição no ranking mundial entre os que mais gastam com o tratamento da doença e é o sexto país do mundo em número de pacientes com diabetes, atingindo a marca de 15,7 milhões de pessoas. 

Próximo da data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, em 14 de novembro, a estimativa é que o país contabilize cerca de 23,2 milhões de pacientes até 2045. 

Os dados que integram a 10a edição do Atlas do Diabetes, publicada pela Federação Internacional de Diabetes, mostram ainda que o Brasil gasta anualmente US$ 42,9 bilhões de dólares, ficando atrás apenas da China, com US$ 165 bilhões e dos Estados Unidos, com US$ 379 bilhões gastos em tratamentos.

Por ser uma doença que não apresenta sintomas em sua fase inicial, o diabetes é difícil de ser diagnosticado. A nova edição do Atlas estima que só no Brasil cerca de 5 milhões de pessoas não saibam que estão com diabetes.

A médica endocrinologista Paola Wyatt, que atua no Eco Medical Center em Curitiba, explica que o maior crescimento do diabetes está no tipo 2, normalmente atrelado ao sobrepeso. "O diabetes tipo 2 é crescente entre jovens e adultos. Isso porque o sedentarismo, aliado ao fácil acesso a produtos alimentares processados e ultraprocessados têm proporcionado superávit calórico a nível populacional", comenta Paola. "Além disso, o avanço da tecnologia, com as mais diversas soluções online, minimizou ainda mais a necessidade de deslocamentos e do gasto energético gerado por atividades físicas não programadas como, por exemplo, caminhar até o supermercado para fazer compras", demonstra Paolla.

Novos medicamentos

Na tentativa de frear o crescimento da doença, novos tratamentos clínicos e cirúrgicos estão sendo utilizados por especialistas para o Diabetes tipo2.

Recentemente chegou ao mercado uma nova categoria de medicamento, a semaglutida, em pílulas, que imita o hormônio natural GLP-1. .Com o lançamento sob o nome de Rybelsus, a semaglutida passa a ter uma segunda versão, de mais fácil uso, mas propriedades semelhantes ao medicamento aplicado por injeções. Seus desenvolvedores acreditam que, ao retirar a necessidade do uso de agulhas, a adesão ao tratamento aumentará.

"A semaglutida subcutânea é o maior avanço disponível atualmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Ela reduz em média 15% do peso em estudos voltados para a população com obesidade e melhora significativamente a hemoglobina glicada, marcador do controle glicêmico em indivíduos com diabetes", explica a médica.

Cirurgia para o diabetes tipo 2

No entanto, para pacientes que não conseguem controlar o diabetes tipo 2 com medicamentos, a cirurgia metabólica pode ser indicada.

Diferente da cirurgia bariátrica, que tem como foco principal a perda de peso, a Cirurgia Metabólica é indicada para o tratamento de pacientes que não possuem obesidade mórbida, com diabetes mellitus Tipo 2 (DM2), Índice de Massa Corporal abaixo de 35 Kg/m2 e que, comprovadamente, já passaram durante dois anos pelo tratamento clínico da doença sem resultados.

"Pacientes com resistência à insulina severa são os que melhor respondem ao procedimento que visa o controle do Diabetes Tipo 2", explica o cirurgião especializado em doenças metabólicas, Alcides Branco, do Eco Medical Center.

Ele explica que o procedimento é realizado por videolaparoscopia, através de pequenos furos na parede abdominal, ou por robô. "Essa alteração promove a passagem mais rápida do alimento do estômago para o intestino e traz mudanças metabólicas como a aceleração da produção de hormônios, que atuam no pâncreas melhorando a produção de insulina, o que normaliza os níveis de glicose no sangue", reforça Alcides.

Os estudos têm demonstrado benefícios a médio e longo prazo para a qualidade de vida destes pacientes como, por exemplo, que 85% dos pacientes entram em remissão do diabetes (deixam de tomar medicamentos e insulina) já no primeiro ano de cirurgia.

Além disso, a cirurgia metabólica é uma ferramenta eficaz para prevenir complicações graves do diabetes como a insuficiência renal, a retinopatia diabética, acidentes cardiovasculares e os problemas de úlcera e gangrena dos membros inferiores que levam muitos pacientes a ter de amputar parte da perna.

Indicação

Entre os critérios de indicação para a cirurgia metabólica estão IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m², idade entre 30 e 70 anos, ter diabetes mellitus tipo 2 há menos de 10 anos, indicação cirúrgica feita por endocrinologista e parecer mostrando que o paciente apresentou resistência ao tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida e que compareceu ao endocrinologista por no mínimo dois anos.










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