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Bombeiros usam tirolesa para resgatar 16 pessoas de trilha no Litoral do Paraná

A operação durou cerca de três horas e meia, das 17h às 20h30. A travessia do rio foi realizada por meio de uma tirolesa, e foi dificultada pela f...

Neymar Bandeira
Por: Neymar Bandeira Fonte: Secom Paraná
19/02/2024 às 16h50
Bombeiros usam tirolesa para resgatar 16 pessoas de trilha no Litoral do Paraná
Foto: CBMPR

O passeio de um grupo de 16 pessoas terminou em momentos de tensão no Litoral do Paraná neste domingo (18). Depois de visitarem a cacheira Salto dos Macacos, em Morretes, os turistas não conseguiram retornar pela trilha devido ao inesperado aumento do nível do Rio Nhundiaquara, causado pelas fortes chuvas que assolaram a região durante a tarde. O retorno só foi possível graças à ajuda de uma equipe composta por quatro bombeiros militares e um guarda-vidas civil, que contou também com o suporte de integrantes do Corpo de Socorro de Montanha (Cosmo). A operação durou cerca de três horas e meia, das 17h às 20h30. A travessia do rio foi realizada por meio de uma tirolesa, e foi dificultada pela falta de iluminação natural. Ninguém se feriu.

“Soubemos pelo Instituto Água e Terra, por volta das 15 horas, que um grupo de pessoas havia pego a trilha do Salto dos Macacos e não havia regressado. Como o nível do rio subiu muito já ficamos alertas para a possibilidade de terem ficado ilhados. Só que não sabíamos exatamente onde eles estavam, até que recebemos o pedido de socorro por meio de moradores”, explicou a tenente Hannah Yuri Andrade Karigyo, que participou da missão. “Encontramos eles no local onde é feito o bóia-cross, mas não tinha como fazer a travessia ali. Precisamos achar um local mais fundo, que nos permitisse atravessar a nado. Só aí que iniciamos a passagem do cabo para a instalação da tirolesa”, complementou. As 16 pessoas foram retiradas uma a uma.

Quem também esteve no local durante a operação foi o primeiro sargento Cristiano Luís Meduna, que explicou os principais desafios desse tipo de atividade de socorro. “Uma das maiores dificuldades que a gente tem ali é a passagem do primeiro cabo para a gente poder efetuar a transposição de materiais e das vítimas na sequência. E também uma eventual continuidade das chuvas, que pode continuar elevando o nível do rio, trazendo mais velocidade de correnteza e prejudicando o resgate das vítimas”, comentou.

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta para que ao transpor rios ou utilizar esses ambientes aquáticos, primeiramente se faça verificação das condições climáticas. Caso estejam previstas chuvas intensas, evite realizar o deslocamento a estes locais. Muitas vezes, ocorrem chuvas na região da nascente, dando origem ao fenômeno de “cabeça d’água”, que é a elevação brusca do nível de água em curto espaço de tempo. Por causa deste risco, deve-se sempre estar atento ao nível do rio – caso ocorra elevação abrupta, a orientação é se afastar da região imediatamente.

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