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Espaço voltado à memória de vítimas do Holocausto é destaque na TV Assembleia

O programa Arte & Cultura na Assembleia conversou com Carlos Reiss, Coordenador Geral do Museu do Holocausto de Curitiba.

Redação
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - PR
21/07/2022 às 10h55

Muita gente não sabe, mas Curitiba, na capital paranaense, abriga o único espaço dedicado à memória das vítimas do Holocausto no Brasil. O Museu do Holocausto de Curitiba foi criado em 2011 e reúne objetos e depoimentos de pessoas que sofreram com o genocídio promovido pelo regime nazista alemão. Para falar sobre o assunto, o programa Arte & Cultura na Assembleia, da TV Assembleia, conversou com Carlos Reiss, coordenador geral do Museu. A atração vai ao ar nesta sexta-feira (22), às 11 horas, com reprises ao longo da semana.

Reiss contou que a ideia de se criar em Curitiba um espaço voltado à memória das vítimas das atrocidades nazistas nasceu nos anos 1990, durante visitas do empresário Miguel Krigsner, filho e genro de sobreviventes, a memoriais e museus do Holocausto. Em 2004, o professor Sergio Alberto Feldman, doutor em História e então coordenador de cultura judaica da Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann recebeu a missão de realizar as primeiras investigações. Ele desenvolveu uma pesquisa iconográfica em Israel e reuniu uma coleção de 14 depoimentos em VHS de sobreviventes estabelecidos em Curitiba, entrevistados em 1997. “É um sonho que vem desde os anos 1990. Nesse tempo, foi feito um longo trabalho de pesquisa e coleta de depoimentos e objetos. Rapidamente se transformou no Museu do Holocausto do Brasil”, revelou o coordenador.

Em 2009, a solução despontou com a necessidade da construção de uma nova sinagoga para a comunidade judaica de Curitiba. No início de 2011, começou a última parte da pesquisa histórica e a execução completa do projeto. Com a consultoria histórica da professora Denise Hasbani e o trabalho de dezenas de profissionais de museologia e de tecnologia, o Museu foi inaugurado em 20 de novembro de 2011 e passou a receber visitantes a partir de fevereiro de 2012.

Entre outros assuntos, Reiss detalhou como é realizado o trabalho no espaço. "Trabalhamos de forma personificada. O holocausto não é a história de milhões de pessoas. É, sim, milhões de histórias diferentes, com vidas e sonhos. Ao invés de pilhas de sapatos de vítimas, temos um sapato e contamos a vida do dono dele. A partir desses objetos contamos essas histórias. O objetivo é justamente criar essa empatia o mais rápido possível, mostrar que não são só números. Não temos dimensão do que significa seis milhões de judeus mortos. A partir dessa conexão, criamos outras conexões com as coisas que acontecem hoje com a gente" revelou.

Não há um número exato de judeus sobreviventes do Holocausto no Brasil, mas a estimativa é de que sejam 25 mil pessoas. O primeiro grupo, de aproximadamente 10 mil pessoas, chegou ao País entre 1933 e o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939. A maioria veio da Alemanha. O segundo grupo é composto por entre 15 e 20 mil judeus, a maioria nascidos no Leste Europeu, que sobreviveram ao Holocausto e vieram para o Brasil no pós-guerra.

Trabalhar coordenando tantos fatos históricos comove o coordenador do Museu. "O que mais me emociona é encontrar sobreviventes ao lado dos seus netos e bisnetos. Isso mostra que o plano nazista de extermínio não foi concretizado. A grande vingança de muitos desses sobreviventes foi ter filhos, como se dissessem: 'Não conseguiram o propósito de nos exterminar", diz Reiss.

Para ouvir outras histórias, confira o papo completo na programação da TV Assembleia e nas redes sociais do Legislativo. Já as visitas ao Museu do Holocausto podem ser agendadas através do site https://www.museudoholocausto.org.br/. O museu fica na rua Cel. Agostinho Macedo, 248, no bairro Bom Retiro, em Curitiba. O espaço funciona na segunda, terça e quarta, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30; já na sexta o horário é das 8h30 às 11h30; por fim, no domingo, o horário é das 9h às 12h.

O programa Arte & Cultura na Assembleia, que vai dar espaço a artistas locais, é uma reedição do programa Comunicação & Arte na Assembleia, adaptados aos novos moldes pós-pandemia. A ideia é que o programa receba nas próximas edições grupos folclóricos, coreógrafos, músicos, maestros, diretores de museus, artistas plásticos, diretores e produtores de teatro, escritores e poetas.

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