13°C 29°C
Maringá, PR
Publicidade

Cinco pessoas morrem a cada minuto por erro médico, diz OMS

Vítimas de situações adversas em ambientes hospitalares, consultórios e clínicos podem recorrer à justiça para solucionar problemas

Neymar Bandeira
Por: Neymar Bandeira Fonte: Agência Dino
07/12/2023 às 11h47
Cinco pessoas morrem a cada minuto por erro médico, diz OMS
Freepik

Um relatório desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e noticiado pela Agência Brasil, mostrou que, a cada um minuto, cinco pessoas acabam perdendo a vida por conta de um erro médico no mundo. A informação foi confirmada pelo chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra, na Suíça.

Em meio à confiança depositada nos profissionais de saúde, o erro médico pode se tornar uma realidade dolorosa. A culpa pode até não fazer parte do contexto geral, mas esse termo refere-se à imprudência, imperícia ou negligências que resultam em danos ao paciente durante um tratamento médico.

As pessoas lesadas em adversidades em salas de consultórios, blocos cirúrgicos e outros espaços hospitalares, a buscar justiça é crucial. “Todas as pessoas lesadas por um erro médico têm a justiça ao seu favor, mas antes de tudo é importante entender o processo legal. Inicialmente, a vítima ou seus representantes legais devem reunir evidências substanciais que comprovem o erro médico. Essas evidências podem incluir prontuários médicos, testemunhos de especialistas e registros fotográficos, entre outros”, orienta o advogado Thayan Fernando Ferreira, especializado em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

O próximo passo é iniciar um processo legal. Durante o julgamento, as partes apresentarão suas evidências, e a decisão dependerá da análise imparcial do tribunal. Além dos tribunais, algumas jurisdições oferecem alternativas, como mediação ou arbitragem, para resolver disputas de erro médico de maneira mais rápida e menos contraditório.

“Em última instância, compreender os direitos legais e os procedimentos para buscar reparação é crucial para aqueles que enfrentam as consequências de um erro médico. A justiça nesses casos visa não apenas compensar as vítimas, mas também promover práticas médicas mais seguras e responsáveis”, completa o advogado.

De volta ao relatório, o documento ainda indica que esse problema tem ligação direta com a população de baixa renda e que as vítimas são, sobretudo, pessoas de camadas sociais mais pobres. A pesquisa ainda indica que 2,6 milhões de pessoas morrem anualmente nos 150 países de baixo ou médio rendimento devido a tratamentos adversos.

Thayan ainda explica que a lei não tem lado e intercede na mesma medida para todas as pessoas. “É lamentável saber que são pessoas menos favorecidas financeiramente as maiores vítimas de erros médicos. Claramente, isso ocorre porque a falta de recursos pode interferir nas condições dos tratamentos. Porém, ainda que essas pessoas mais carentes não sejam as que recebem mais atenção nos consultórios, a lei não a enxerga assim. Para a Constituição, somos todos iguais e temos os mesmos direitos, independentemente de qual bairro moramos”, finaliza.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Maringá, PR
25°
Parcialmente nublado
Mín. 13° Máx. 29°
25° Sensação
3.09 km/h Vento
53% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h58 Nascer do sol
19h18 Pôr do sol
Quinta
31° 13°
Sexta
32° 14°
Sábado
33° 17°
Domingo
35° 17°
Segunda
34° 21°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,32 -1,07%
Euro
R$ 6,22 -1,39%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 507,774,83 +0,61%
Ibovespa
171,816,67 pts 3.33%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade