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Pandemia de COVID-19 impulsiona o consumo de produtos second-hand de luxo

Second-hand de luxo cresce com o impacto da pandemia de COVID-19 e alavanca em vendas, trazendo aos seus consumidores uma nova alternativa de mante...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
28/06/2022 às 19h05
Pandemia de COVID-19 impulsiona o consumo de produtos second-hand de luxo
Foto: Reprodução

Na contramão da crise econômica, o mercado de luxo de segunda mão vem apresentando um significativo aumento e, ao contrário de marcas e setores nacionais que sofreram e ainda sofrem com o impacto da pandemia no âmbito econômico, esse setor tem tido destaque e grande êxito.

O second-hand de luxo é um mercado movido pelo poder aquisitivo e, apesar do grande impacto global sofrido pela pandemia de COVID-19, os consumidores de luxo foram os menos afetados. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Brechó Closet de Luxo, o setor de vendas on-line de produtos de segunda mão cresceu em 87%, número esse que explica o porquê esse setor tem se destacado tanto.

De acordo com o jornal CNN, a classe média alta que antes investia seu dinheiro com viagens ao exterior e aproveitava para comprar seus artigos de luxo fora do país, acabaram por começar a consumir no Brasil devido ao bloqueio das fronteiras e a impossibilidade de sair do país. Essa mudança de hábitos de consumo provocou um olhar minucioso das marcas e lojas para o seu público brasileiro, gerando um acompanhamento do cenário e da economia internacional. De acordo com uma pesquisa realizada e divulgada pela Associação Brasileira de Empresas de Luxo (Abrael), o mercado de bens de luxo, incluindo o second-hand de luxo, chegou a uma receita de US$ 5,226 bilhões em 2020 e a projeção de crescimento é de 3% até 2025.

De acordo com a ABRAEL, além da movimentação desse capital nas lojas internacionais dos principais shoppings como Iguatemi e Cidade Jardim em São Paulo, o maior responsável pelo aumento das vendas de artigos de luxo foi o e-commerce que, por conta da pandemia, apontou 694% de crescimento de consumo, incluindo o consumo dos artigos de segunda-mão de luxo, e mesmo com todas as restrições, as vendas on-line foram as menos afetadas pois os serviços de entregas e as redes sociais colaboraram para o seu desempenho.

Em uma pesquisa realizada pelo Brechó Closet de Luxo com 120 clientes assíduos da empresa, foi constatado que 94% dos consumidores acharam nos brechós de luxo uma forma de continuarem consumindo e mantendo seu estilo de vida em meio a uma crise mundial, o que fez com que o isolamento social, atrelado ao home-office, gerasse uma grande alavancagem de vendas nesse setor, pois agora, mesmo no conforto de casa, os consumidores têm confiança e segurança de fazer compras on-line.

Tatiane Roque, CEO da empresa Brechó Closet de Luxo explica: “A pandemia de COVID-19 causou grandes movimentações no setor econômico e com a escassez de matérias-primas, o dólar e a inflação subindo, as marcas de luxo tiveram uma grande valorização e um aumento significativo, o que fez os consumidores recorrerem aos brechós de luxo.”

Com as divergências e as diversas situações tendo que serem contornadas, o público tem achado nos brechós uma nova forma de investir seu capital, visto que eles seguem os aumentos das marcas de grife.

Roque explica sobre essa nova forma de investimento: “Com essa valorização e aumento nos preços das grifes, o mercado second-hand de luxo acabou se tornando uma forma de investimento, visto que esse setor acompanha os aumentos das marcas e permite ao consumidor poder adquirir uma peça em ótimo e/ou excelente estado por um preço acessível (se comparado ao preço na loja) que, com o passar do tempo, vai valorizar ainda mais e seu valor consequentemente aumentará”.

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