20°C 25°C
Maringá, PR
Publicidade

Dino nega ter sido informado previamente pela Abin sobre ataques de 8 de janeiro

Bruno Spada/Câmara dos Deputados Dino: “Inventaram que eu recebi um informe da Abin" Durante audiência pública na Comissão de Constituição e Just...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
28/03/2023 às 19h25
Dino nega ter sido informado previamente pela Abin sobre ataques de 8 de janeiro
Dino: “Inventaram que eu recebi um informe da Abin - (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, foi questionado sobre as ações do governo após os ataques aos edifícios-sedes dos três Poderes e sobre as novas regras de controle de armas e munições no País.

Dino negou que tenha sido informado previamente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “Inventaram que eu recebi um informe da Abin, que é tão secreto que ninguém nunca leu, nem eu mesmo. Por quê? Por uma razão objetiva: eu jamais o recebi”, disse.

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) insistiu, dizendo que uma reportagem publicada pela imprensa teria afirmado que a Abin informou previamente o ministro sobre os ataques. “Quero saber se o senhor já processou a Folha de S.Paulo por fake news?”, quis saber a deputada. “Li aqui a matéria e a Folha não afirma que eu recebi. Então não posso processar a Folha. Eu sei ler”, respondeu Dino.

Armas
Em relação à nova política de armas do governo federal, o ministro afirmou que o objetivo é combater o poder das facções criminosas, que, segundo ele, se alimentam de armamentistas que não atuam dentro da lei. “Nem todos os que têm registro de CACs [colecionadores, atiradores e caçadores] são anjos. Alguns, em vez de colecionar e dar os tiros que eles gostam, estão vendendo armas para o PCC [Primeiro Comando da Capital] e o Comando Vermelho. Por isso o decreto", disse.

Editado em 1º de janeiro, o decreto 11.366/23 suspendeu novos registros de clubes e de escolas de tiro no País e também de CACs. Entre outras alterações, o texto impede CACs com registro ativo de adquirirem armamentos e munições de uso restrito, e cria novos limites para a compra de equipamentos de uso permitido.

A nova política também retoma a exigência de comprovação da efetiva necessidade para autorização para posse de arma de fogo e prevê o recadastramento obrigatório, no Sistema Nacional de Armas da Polícia Federal, de todas as armas adquiridas a partir de maio de 2019.

“O recadastramento em curso, que deverá ser prorrogado, visa separar o joio do trigo. Já temos mais recadastradas do que cadastradas”, informou Dino, referindo-se ao fato de as armas cadastradas na Polícia Federal já terem superado o registro mantido pelo Exército.

Dino anunciou, por fim, que, após o recadastramento, o governo deverá propor uma nova política para as armas. “Estamos fazendo essa mediação com aqueles que professam valores diferentes dos nossos para construir uma regulamentação ponderada e moderna no Brasil sobre a temática das armas”, concluiu.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Maringá, PR
20°
Parcialmente nublado
Mín. 20° Máx. 25°
20° Sensação
2.06 km/h Vento
88% Umidade
100% (14.94mm) Chance chuva
06h08 Nascer do sol
19h14 Pôr do sol
Quarta
31° 20°
Quinta
32° 19°
Sexta
32° 20°
Sábado
33° 20°
Domingo
29° 19°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,24 0,00%
Euro
R$ 6,19 -0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 424,376,88 -0,05%
Ibovespa
185,674,44 pts 1.58%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade