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Em 2022, complicações por endometriose causam mais de 2,3 mil internações em SP

No Março Amarelo, Secretaria da Saúde alerta sobre a importância da prevenção da doença

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Estado de São Paulo
22/03/2023 às 17h30

No mês de atenção à endometriose, o Março Amarelo, a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta para a importância dos cuidados preventivos à doença. A enfermidade pode acometer mulheres em período reprodutivo, de 15 a 45 anos, e afeta negativamente a qualidade de vida das pacientes, além de ser uma das principais causas de infertilidade.

Em 2022, mais de 2,3 mil mulheres foram internadas no estado por complicações relacionadas à doença e mais de 11,2 mil procedimentos ambulatoriais foram realizados para o tratamento do distúrbio.

“A endometriose é uma doença que reduz a qualidade de vida das mulheres, pois ocasiona fortes dores e pode ser de longo prazo, caso não se realize o cuidado adequado. É importante que o tratamento seja iniciado o mais precocemente possível”, esclareceu Edmund Baracat, coordenador da Saúde da Mulher.

A endometriose é uma doença inflamatória, de característica crônica e perdurante, que ocorre quando o endométrio (tecido que reveste o útero durante o período pré-menstrual) escapa para fora do órgão, de modo que as células se alojam em locais como cavidade abdominal, trompas, ovários, bexiga, intestino e, em casos mais severos, pulmão.

A mulher que possui a doença costuma sentir fortes dores durante a menstruação, que podem ser progressivas com o passar do tempo. Dor ao urinar, evacuar e durante relações sexuais também são queixas relacionadas, além de ser uma das principais responsáveis pela infertilidade feminina. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), de cinco a 20% das mulheres podem desenvolver este distúrbio.

O diagnóstico ocorre mediante avaliação do médico ginecologista, que considera o histórico de sintomas da paciente, realiza o exame ginecológico e a encaminha para exames como ultrassom transvaginal ou, a depender do caso, ressonância magnética. O tratamento é feito por meio da administração de analgésicos, anti-inflamatórios ou tratamento hormonal. A conduta indicada pode ser diferente a depender do prognóstico definido pelo especialista que avalia as especificidades de cada caso.

O fluxo para tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) inicia-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que realizam o primeiro atendimento e encaminham os casos à rede secundária, como os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) ou hospitais referenciados, para exames e tratamento. As redes de atenção secundária atendem as demandas encaminhadas pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross).

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