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Sociedade Paranaense de Nefrologia faz palestra sobre doenças renais na Assembleia

Convidado pela deputada Márcia Huçulak (PSD), médico especialista em doenças do sistema urinário explicou sobre a prevenção e tratamento.

Redação
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - PR
13/03/2023 às 17h10
Sociedade Paranaense de Nefrologia faz palestra sobre doenças renais na Assembleia
Apresentação ocorreu no início da sessão plenária desta segunda-feira (13). / Créditos: Valdir Amaral/Alep

A convite da deputada Márcia Huçulak (PSD), por ocasião do Dia Mundial do Rim (09/03), o presidente da Sociedade Paranaense de Nefrologia (SPN), Dr. Paulo Henrique Fraxino, ministrou palestra no Grande Expediente da sessão plenária desta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa do Paraná.

Dr. Fraxino explicou sobre a instituição e trouxe dados atualizados do Brasil e do Paraná. A SPN mantém no estado atualmente 51 centros de diálise em 31 municípios paranaenses, 14 centros de transplantes e 3 centros de pesquisa e está composta por 190 nefrologistas associados.

A deputada Marcia Huçulak explicou porque trouxe este tema para Casa. “Todos os temas que tratam da saúde da população são importantes, e nesta questão do Dia Mundial do Rim, além do diagnóstico precoce, é necessário alertar a população, porque o grande diferencial das doenças renais que é a prevenção, até porque os grandes desencadeadores das doenças renais são a hipertensão e a diabetes, então é importante as pessoas cuidarem da sua saúde, acompanharem a sua pressão, fazerem uma dieta adequada, enfim, medidas que garantam a qualidade de vida às pessoas e a minha causa é a vida das pessoas”, disse.

Fraxino, em sua palestra, demonstrou que as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs) são as causas mais comuns de mortes prematuras no mundo. Ela ainda afeta, de acordo com o médico, uma em cada 10 pessoas, não apresenta sintomas específicos ou significativos nos estágios iniciais e a única forma de controlar ou retardar a progressão é o diagnóstico precoce. “A grande parte das doenças renais é decorrente de outras patologias existentes como a hipertensão arterial e a diabetes mellito”, completou.

Números

Sobre o Dia Mundial do rim, Fraxino justificou a data através dos números preocupantes que temos a respeito. São 20 milhões de pessoas no Brasil que apresentam algum tipo de doença renal e 1,2 milhão no Paraná. “O nosso estado possui apenas 51 serviços de diálise, com 46 credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e em 31 municípios”, explicou.

São 8.100 pacientes em tratamento de diálise e 1.200 na fila do transplante de rim, para, apenas 14 centros de transplantes. Cerca de 92 mil sessões de hemodiálise/mês no Paraná com 82% custeados pelo SUS (74440 sessões/mês). No Brasil são 150 mil pacientes em tratamento de hemodiálise e 80% tem como fonte o SUS.

Perguntado, na entrevista coletiva após a palestra, sobre o que as pessoas devem atentar no dia-a-dia quanto às doenças renais crônicas, o presidente da SPN, Dr. Fraxino afirmou que “muitas doenças renais crônicas são consequências de outras doenças que podem ser tratadas e evitada a evolução para uma perda da função renal. Hipertensão e diabetes são as que mais causam a disfunção renal, mas tem inúmeras outras como as infecções urinárias, cálculos renais, etc.”.

Diagnóstico e prevenção

“O importante é que o diagnóstico seja feito precocemente porque o momento em que os sintomas aparecem já é muitas vezes tardio. Isso se faz com uma dosagem simples do exame chamado creatinina, que é coletado no sangue, é um exame extremamente barato, está disponível na rede pública de saúde no país inteiro. E esse exame nos dá a indicação da doença renal até muito antes dos sintomas aparecerem”, continuou o Dr. Fraxino.

“A doença renal é uma doença completamente silenciosa, as pessoas começam a sentir sintomas e em muitas vezes elas já estão com 70% dos rins comprometidos e ainda são sintomas inespecíficos, que aparecem tardiamente, como náusea, vômito, perda de peso, anemia, etc., que vai ser investigado e aí se depara com a disfunção renal. Se for rapidamente visto, ainda se tem um tempo para atuar, quando não, parte-se para diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) ou transplante renal. A prevenção é o diagnóstico precoce através da dosagem de creatinina”, concluiu Fraxino.

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