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Após se recuperar em estrutura do Estado, gato-maracajá é solto em área de preservação

Após três semanas de tratamento, ele ganhou, aproximadamente, 600 gramas – uma massa corporal considerável para um animal de quatro quilos. O gato...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
07/02/2023 às 19h30

O Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) da Unicentro realizou a soltura de um gato-maracajá (Leopardus wiedii) em uma unidade de conservação ambiental. Resgatado pela Polícia Militar Ambiental, o animal silvestre estava desde o dia 13 de janeiro sendo atendido no Câmpus Cedeteg, em Guarapuava. Após três semanas de tratamento, ele ganhou, aproximadamente, 600 gramas – uma massa corporal considerável para um animal de quatro quilos.

O gato-maracajá é um animal de pequeno porte, de hábito solitário e noturno. As características da espécie são olhos grandes e protuberantes, focinho saliente, patas grandes e cauda bastante comprida.

O felino foi avistado nas proximidades do Parque do Lago e, após uma tentativa de resgate por pessoas da comunidade, se refugiou em uma casa. ”O gato estava bastante agitado, mas a equipe conseguiu deixar ele isolado em um canto e usou material específico para a captura. Com o trabalho colaborativo para animais silvestres, a gente sempre faz o encaminhamento para o Cafs. Ali, eles recebem atenção em relação ao estado de saúde e os encaminhamentos corretos”, conta a comandante do 1° Pelotão da Polícia Ambiental, Ana Ruth Motta.

“Ele chegou bastante magro e estava parasitado. Precisou passar por tratamento veterinário, de uma suplementação na alimentação para recuperar a musculatura. Ele tem todas as habilidades que um animal da espécie precisa. Então, uma vez que ele recebeu alta, a gente avaliou novamente e determinou que poderia ser solto”, declara o coordenador do Cafs, professor Rodrigo Martins de Souza.

O lugar escolhido para a soltura foi uma unidade de conservação ambiental localizada a 50 km de Guarapuava, que reunia todas as características necessárias para a vida livre do animal. “O local sempre tem que ser o mais adequado para a espécie. O local onde ele foi solto é exatamente a borda de uma unidade de conservação, local que tem todos os recursos para ele viver, tem refúgio, tem água, tem alimento e tem outros animais”, conta Rodrigo.

O Cafs foi idealizado pelo Governo do Estado e tem por objetivo o recebimento de animais silvestres nativos e exóticos apreendidos que necessitam de atendimentos de triagem e tratamento clínico e veterinário, preferencialmente visando o seu retorno à natureza.

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