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Como se preparar para as chuvas intensas do El Niño é o assunto do programa Assembleia Entrevista
A geógrafa e professora Larissa Warnavin explica por que o fenômeno aumenta o risco de enxurradas, alagamentos e deslizamentos, e orienta a populaç...
08/10/2026 16h10
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

O avanço do El Niño, classificado como forte, e a previsão de chuvas acima da média até o verão são o assunto do programa “Assembleia Entrevista” desta quinta-feira (8), já no ar na TV Assembleia. A convidada é a geógrafa Larissa Warnavin, doutora em Geografia, pesquisadora de mudanças climáticas e professora do Centro Universitário Internacional Uninter.

A conversa começa com os números da Defesa Civil divulgados em setembro: 60 municípios afetados e 14 mil pessoas atingidas no Paraná. Larissa explica o que eles significam na prática e por que o impacto vai muito além do dia da chuva. “O El Niño aumenta a possibilidade de ocorrência de eventos extremos”, afirma, tanto em volume quanto em frequência.

Ao longo da entrevista, a professora detalha como o relevo paranaense influencia os desastres. Na Serra do Mar, a água escoa rápido e provoca enxurradas. Nos planaltos, ela se acumula nas áreas mais baixas e pode ficar parada por dias. Também explica por que vários dias seguidos de chuva podem ser mais perigosos do que uma tempestade isolada, já que o solo encharcado perde a capacidade de absorver água e fica mais propenso a deslizar.

O programa mostra ainda como as chuvas afetam a vida no campo e na cidade. Larissa relata o caso de uma gestante isolada pela queda de uma ponte no Vale do Ribeira, fala das perdas dos agricultores familiares e explica como a chuva em excesso prejudica plantio e colheita, com reflexo no preço dos alimentos. Entre os fatores que agravam o problema, cita a impermeabilização do solo, o lixo nas galerias pluviais e o solo exposto na entressafra. “O solo exposto é sempre um problema”, resume.

Outro ponto de destaque é a importância de levar os alertas a sério. A professora comenta os novos avisos da Defesa Civil enviados aos celulares, a dificuldade de credibilidade quando a previsão não se confirma e a falta de planos de evacuação em muitos municípios.

A entrevistada também traz orientações práticas: não atravessar áreas alagadas, seja a pé, de carro, de moto ou de bicicleta; cuidar dos aparelhos ligados na tomada em locais alagados; e, em caso de vendaval, estacionar longe de árvores. Para este fim de ano, ela aponta as regiões Sul, Centro-Sul, Oeste, Noroeste e Nordeste como as que merecem mais atenção, com risco de chuvas intensas, vendavais e granizo.

Em meio à tensão que o tema provoca, Larissa deixa uma mensagem de calma: “A chuva não dura para sempre”.

Clique aqui para assistir o programa na íntegra.