A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) se despede nesta semana dos professores Mozart Barbosa Villaca, do Departamento de Zootecnia; e Alfredo Adimari Júnior, do Departamento de Odontologia. Mozart faleceu na última segunda-feira (20), aos 77 anos, e Alfredo no último sábado (18), aos 79 anos.
A chefe do Departamento de Zootecnia, professor Maria Marta Loddi, destaca a trajetória do professor Mozart tanto na chefia do departamento, quanto nas aulas. “Ele ministrou as disciplinas de Introdução à Zootecnia e Suinocultura, e assim repassava todo o seu conhecimento e paixão pelos suínos. Estava a frente do seu tempo, pois tratava do bem-estar animal como um tema muito importante, e, assim, implantou a criação de suínos ao ar livre (Sistema Plain Air) na Fazenda Escola, e incentivava os alunos a conhecer esse método diferenciado”, destaca.
Ela lembra ainda que Mozart foi muito importante para os projetos de suinocultura do Departamento, com solicitação de bolsas de iniciação científica e extensão para os acadêmicos. “E atualmente temos a solidificação desse sistema com o Projeto Porco Moura. Ele plantou a semente e hoje estamos colhendo os frutos. Foi um visionário. Fica a feliz lembrança das viagens de van para a cidade de Castro, com ele contando as suas histórias de vida e as gargalhadas altas e longas. Ele foi muito importante para a consolidação do curso de Zootecnia na UEPG”, finaliza.
A comoção foi muito grande em todo o Departamento de Odontologia, com diversas manifestações em redes sociais sobre a perda desse grande profissional. A chefe do departamento, professora Stella Kossatz, foi quem comunicou aos demais colegas sobre o falecimento. “Nosso professor, colega e amigo. Enviamos nossos profundos sentimentos aos familiares”, disse. “Muito triste. Guardo com muito carinho as lembranças com o Alfredo, sempre alegre. Grande colega de mestrado e de docência”, destaca a professora Ana Cláudia Chibinski. “Realmente um grande amigo. Deixará boas lembranças e recordações. Vá em paz, Alfredo, e que Deus conforte todos os familiares”, disse o professor Abraham Lincoln Calixto. “Também tive o privilégio de conviver com ele em três momentos distintos: como aluna; colega de mestrado e de docência. Em todos os momentos ele foi um exemplo de simpatia, respeito e bom humor”, afirma a professora Luciana Dorochenko.
Texto: Tierri Angeluci / Fotos: Arquivo CCom e arquivo pessoal