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Projeto de extensão inicia atendimento odontológico no Condomínio do Idoso em Jaguariaíva
O dia de trabalho nesta quarta-feira (15) começou com um sorriso de boas-vindas para a equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em J...
16/04/2026 15h29
Por: Redação Fonte: UEPG

O dia de trabalho nesta quarta-feira (15) começou com um sorriso de boas-vindas para a equipe da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em Jaguariaíva. O projeto de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, ligado ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, iniciou a segunda edição de atendimentos às pessoas idosas. O projeto alia extensão com pesquisa e planeja produzir 33 próteses buscais neste ano, além de realizar ações de atenção odontológica à população idosa do Condomínio.

Foto: Reprodução/UEPG
Dona Vany Dias Santos foi quem recebeu a equipe de dois mestrandos, professora e doutoranda. Aos 65 anos, ela mora no Condomínio e recebe atendimentos desde primeira edição do projeto. “Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida”, conta. Para esta reportagem, a moradora há cinco anos do local ainda fez um tour pelo espaço. “Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores”. E foi assim que os residentes do Condomínio aguardavam o atendimento da equipe da UEPG: com acolhimento.

Para a professora coordenadora do projeto, Nara Hellen Bombarda, iniciar a segunda edição é um retorno para casa. “A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade”. É uma oportunidade de contribuir com os moradores e em paralelo ajudar na formação dos alunos, segundo Nara. “Eles têm uma formação mais humanizada, mais competente, desenvolvendo habilidades extras que podem ser desenvolvidas para além dos muros da Universidade”.

A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras do mês e chega com todos os equipamentos necessários, incluindo cadeira e motores móveis para avaliação. Antes dos atendimentos, o grupo foi para Jaguariaíva em março fazer os rastreio das necessidades e fichas dos pacientes. Nesta quarta-feira, a maioria fez raio-x digital e alguns receberam atendimento em periodontia, especialidade odontológica focada na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam gengivas e ligamentos da boca. O projeto está ligado ao Aurora, do Governo do Paraná, e ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG). “Este é um projeto de extensão, mas que ao mesmo tempo oferta um campo para pesquisa, principalmente na área de prótese, porque boa parte dos indivíduos residentes no Condomínio necessitam de novas próteses. Como nossa linha de pesquisa está associada à reabilitação oral, eles podem ser incluídos como sujeitos das nossas pesquisas”, acrescenta a professora.

Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG

Foto: Reprodução/UEPG
A aluna do Doutorado em Odontologia Tatiane Oliveira participa do projeto desde o início da primeira edição, em 2024. Como profissional bolsista na área de odontologia, ela presta atendimento odontológico e também realiza outras atividades, juntamente com demais profissionais. “O projeto me ajuda muito na formação como profissional. Pelo contato com as pessoas idosas, acabamos criando um vínculo, e isso é muito bom, faz com que o atendimento tenha ainda mais sentido, porque conseguimos sentir que eles ficam felizes com nossa presença”, descreve. A pesquisa de Doutorado de Tatiane será realizada em grande parte com moradores do Condomínio. “Após a aprovação do Comitê de Ética, irei realizar prótese total da forma convencional e também prótese total impressa em impressora 3D. Os moradores serão beneficiados com materiais e próteses super modernas”, destaca.

Atender pacientes também irá auxiliar na pesquisa do mestrando Alex Nunes de Lara. Ele pesquisa placas ocultas, um dispositivo para o tratamentos de dores musculares e articulares. “Temos a oportunidade de adquirir mais prática no atendimento, entender como funcionam os protocolos de pessoas que precisam de próteses, pois minha pesquisa também está integrada a materiais odontológicos, então entregar tratamento de qualidade é gratificante e ajuda muito no nosso crescimento”. Para João Pedro Plinta, também mestrando de odontologia, participar do projeto dá mais experiência com atendimentos a pessoas que utilizam próteses. “Consigo ver a importância disso, tanto para para a comunidade, tanto para os idosos, quanto para a gente, como pesquisador. Estamos contribuindo pra qualidade de vida, de forma gratuita para eles”. A área de pesquisa de João é sobre prótese fixa, “então a experiência que eu adquiri nesse projeto é muito valiosa”.

Texto e fotos: Jéssica Natal

Foto: Reprodução/UEPG
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