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Problemas urinários frequentes exigem atenção médica
Urologista Dr. Sergio Paolillo Júnior explica por que sintomas persistentes, como infecções e incontinência, devem ser avaliados para garantir diag...
30/03/2026 13h56
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A saúde urinária é um tema que impacta milhões de pessoas em todo o mundo, mas ainda é cercado de tabus e desconhecimento. Infecções urinárias recorrentes, cálculos renais, incontinência urinária e alterações no fluxo da urina estão entre os problemas mais comuns, atingindo homens e mulheres em diferentes fases da vida.

Segundo o médico urologista Dr. Sergio Paolillo Júnior, sinais claros como dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência ou urgência urinária, dificuldade para iniciar a micção ou presença de sangue na urina são sintomas que não devem ser ignorados. "Qualquer episódio de hematúria deve ser avaliado, mesmo que aconteça apenas uma vez. Esses sinais podem estar relacionados a condições benignas, mas também indicam cálculos ou até tumores do trato urinário", alerta.

A incontinência urinária é um problema frequente e cercado de preconceito. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que ela atinge cerca de 35% das mulheres acima dos 40 anos, principalmente após a menopausa, e 40% das gestantes. No mundo, estima-se que cerca de 5% da população conviva com a condição.

O médico explica que os principais tipos de incontinência incluem a de esforço, caracterizada pela perda de urina ao tossir ou espirrar; a de urgência, marcada pela vontade súbita e intensa; a mista, que combina as duas anteriores; e a por transbordamento, quando a bexiga não esvazia adequadamente.

"A investigação é indicada quando as perdas urinárias são frequentes, têm impacto no dia a dia ou surgem de forma repentina. O importante é lembrar que existem tratamentos eficazes, desde fisioterapia pélvica até medicamentos e procedimentos minimamente invasivos", ressalta Dr. Sergio Paolillo Júnior.

Homens também sofrem da condição clínica

Embora mais comum entre as mulheres, o público masculino também é afetado pela doença. Uma pesquisa encomendada pela marca TENA à MindMiners revela que 68% dos homens com incontinência relatam impacto em suas atividades diárias, e 46% consideram o tema um tabu, o que contribui para o atraso no diagnóstico.

No caso dos homens, alterações urinárias podem estar relacionadas ao aumento da próstata, condição chamada de hiperplasia prostática benigna (HPB). Os sintomas incluem jato urinário mais fraco, dificuldade para iniciar a micção e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Apesar de comuns após os 50 anos, Dr. Sergio Paolillo Júnior reforça que os sintomas não devem ser encarados como "normais da idade". "A avaliação médica é fundamental para diferenciar condições benignas de doenças como cálculos, infecções ou até câncer de próstata", destaca o especialista.

Avanços tecnológicos ampliam opções de tratamento

Atualmente, o diagnóstico das alterações urinárias conta com recursos variados que permitem identificar com precisão a causa dos sintomas e direcionar o tratamento adequado. Entre os métodos mais utilizados estão exames de urina, ultrassonografia das vias urinárias e da próstata, fluxometria urinária, estudo urodinâmico e cistoscopia.

O Dr. Sergio Paolillo Júnior salienta que a evolução tecnológica tem transformado a urologia com a utilização de equipamentos endoscópicos de alta definição, laser e cirurgias robóticas que possibilitam procedimentos mais precisos e retorno mais rápido às atividades. "Muitos tratamentos que antes exigiam cirurgia aberta e vários dias de hospitalização hoje podem ser realizados de forma minimamente invasiva ou até ambulatorial".

Ele informa que os procedimentos minimamente invasivos utilizam instrumentos introduzidos por vias naturais, como a uretra, ou por pequenas incisões na pele. Entre eles estão cirurgias endoscópicas para próstata, tratamentos a laser para cálculos urinários e técnicas modernas para correção da incontinência. "Os benefícios incluem menor sangramento, menor risco de complicações e recuperação mais rápida", pontua.

Para o urologista, o ponto central é não normalizar sintomas urinários persistentes. "A avaliação precoce permite identificar desde condições simples e tratáveis até doenças que exigem diagnóstico rápido para melhores resultados. Procurar ajuda médica é fundamental para garantir o diagnóstico correto, iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações futuras", conclui Dr. Sergio Paolillo Júnior.

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