O evento aconteceu na Sala dos Conselhos Helena Kolody e contou com a participação dos prefeitos de Rio Azul, Leandro Jasinski, que também é presidente da Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná; Piraí do Sul, Henrique de Oliveira; de Ivaí, Orli Antônio Camargo de Cristo; de Teixeira Soares, Ivanor Luiz Müller; Castro, Reinaldo Cardoso; Ortigueira, Ary Mattos; Tibagi, Helynez Santos Ribas (prefeita em exercício) e Jaguariaíva, José Sloboda.
“Tenho certeza que o município que aderir terá uma grande oportunidade de contar com a presença de estudantes e professores das universidades do Estado do Paraná que podem impactar a vida de muitas pessoas, despertar sonhos, e a contarem com novas perspectivas de vida e certamente também sairão impactados de tudo aquilo que vivenciaram”, destacou o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, que não pôde participar, mas encaminhou um vídeo de boas-vindas à todos os presentes. A assessora da Diretoria de Ensino Superior da Seti, Sandra Cristina Ferreira, responsável pela articulação institucional do programa em nível estadual, apresentou durante o evento os professores das sete universidades estaduais que serão os coordenadores institucionais e o responsáveis pelas visitas aos municípios. Sandra destacou, ainda, a importância da participação dos alunos para um bom andamento do projeto. “Eles são voluntários que deixam as suas casas nas férias e vão até os municípios de vocês de coração aberto, munidos de conhecimento e vontade para executar os projetos que vão ser construídos”, garante.
Para o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, foi um prazer receber todos os representantes dos municípios no evento de adesão e de demonstração de interessem na participação da Operação Rondon Paraná 2026. “Essa é a universidade na qual nós acreditamos, que trabalha com a comunidade, que reconhece as dores, as demandas, as necessidades e os potenciais. Um agradecimento especial a todos os rondonienses que fazem parte do Projeto Rondon, que é um orgulho para a universidade pública brasileira”, afirma.
A professora Beatriz Nadal é a responsável pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais (Proex). Ela explica que em 2018 houve uma mudança de legislação que introduziu a necessidade de que 10% da carga horária dos acadêmicos deva ser cumprida em atividades extensionistas, como a Operação Rondon. “É uma forma bem especial de estar na comunidade e na sociedade. Você lida com as pessoas, realidades, rostos, valores e culturas. A extensão é isso, vai onde a universidade é necessária”, completa.
“Quero agradecer a reitoria pela recepção, por nos receber aqui nesse espaço maravilhoso. Era meu sonho conhecer a UEPG, que é uma universidade que está entre as melhores do estado e uma referência no Brasil”, destaca o prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski. “Já estamos ansiosos para receber todos os rondonistas em cada cidade. Para que a gente possa discutir o município, pensar no que pode ser trabalhado, no que vai ser desenvolvido e trocar ideias e interagir com os alunos que vão estar lá aprendendo e ao mesmo tempo ensinando. Juntos, podemos desenvolver qualquer tipo de ação que venha trazer uma melhor qualidade de vida para cada cidadão”, finaliza.
A Operação Rondon Paraná 2026 acontece entre os dias 10 e 22 de julho. Além de assinar o termo de adesão demonstrando o interesse, os municípios devem fornecer alojamento para os alunos e professores, transporte e deslocamento dentro do município e designar um representante que ficará responsável pelas demandas mais imediatas das equipes durante o período de atividade. Além disso, as Prefeituras também são responsáveis por definir os cronogramas de atividades, selecionar o local de realização, definir o público-alvo, facilitar a interação entre os órgãos municipais e lideranças das comunidades e divulgar a Operação nos meios de comunicação locais.
Além de contribuir para a construção e o fortalecimento de valores como cidadania e solidariedade, a presença dos rondonistas no município representa a ampliação de oportunidades para pessoas de diferentes gerações, especialmente aquelas que vivem em comunidades mais vulneráveis. Isso ocorre, principalmente, por meio do cuidado oferecido e do compartilhamento de conhecimento e informação em oficinas, com foco na promoção da autonomia e da sustentabilidade.
Texto: Tierri Angeluci / Fotos: Aline Jasper e Érica Fernanda