Economia Negócios
Organização de viagem corporativa exige estratégia de gestão
Dados do setor mostram que viagens de negócios voltaram a ser prioridade, exigindo planejamento, padronização de processos e acompanhamento especia...
25/02/2026 13h50
Por: Redação Fonte: Agência Dino

De acordo com os últimos dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) noticiados pelo GOV, as viagens corporativas fecharam o mês de agosto de 2025 com receita de R$ 1,21 bilhão, uma alta de 2,41% em comparação ao mesmo período de 2024, quando o montante registrado foi de R$ 1,18 bilhão.

A pesquisa The State of Corporate Travel & Expense 2026, divulgada pelo portal Panrotas, atesta que 90% dos viajantes de negócios consideram as viagens um investimento essencial, 48% fizeram seis ou mais viagens nos últimos 12 meses e 84% afirmam que se reunir pessoalmente é mais eficaz do que virtualmente.

Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, agência especializada em viagens corporativas, afirma que, com a retomada e o crescimento do segmento, especialmente após um período de maior controle de custos, as empresas passaram a enxergar a viagem como um investimento que precisa ser bem gerido.

"Sem uma política clara, o volume maior de deslocamentos tende a gerar gastos desordenados, decisões inconsistentes e dificuldade de controle. A política de viagens surge como um instrumento essencial para garantir previsibilidade, governança e alinhamento entre a necessidade do negócio e o uso responsável dos recursos", detalha.

O especialista também enfatiza que uma política de viagens bem estruturada define regras claras sobre categorias de voo, limites de tarifas, tipos de hospedagem, processos de aprovação e responsabilidades de cada envolvido.

"Isso ajuda a evitar retrabalho, decisões subjetivas, conflitos internos, gastos fora do padrão e situações emergenciais causadas por falta de planejamento. No dia a dia, traz mais fluidez, padronização e segurança tanto para gestores quanto para funcionários", acrescenta.

Já a ausência de regras bem estabelecidas pode resultar em compras feitas sem aproveitar o melhor momento, escolhas pouco eficientes de voos e hotéis, além de processos de aprovação longos ou retrabalho.

"Isso eleva custos, consome tempo operacional e gera desgaste para o funcionário, que passa a lidar com incertezas e imprevistos. No fim, a produtividade da viagem é comprometida, pois o foco deixa de ser o objetivo profissional e passa a ser a logística", analisa.

Política de viagens como ferramenta estratégica de gestão

Marteletto explica que políticas bem definidas permitem consolidar dados, identificar padrões de consumo e tomar decisões mais estratégicas sobre quando, como e por que viajar.

De acordo com ele, essas etapas ajudam a antecipar compras, negociar melhores condições com fornecedores e priorizar deslocamentos que realmente agregam valor ao negócio. "A redução de gastos acontece não apenas pelo corte de excessos, mas principalmente pela tomada de decisões mais inteligentes e previsíveis", informa.

Além disso, a padronização pode trazer clareza e segurança para o colaborador, que passa a entender como funciona o processo de viagem e o que esperar. Para a empresa, o profissional tem potencial de destacar o aumento da eficiência operacional, uma vez que os processos se tornam mais rápidos, escaláveis e fáceis de gerenciar.

Papel das agências especializadas

Para facilitar todos os trâmites das viagens, o diretor da Live Viagens ressalta que uma empresa especializada atua como parceira estratégica, ajudando a desenhar políticas alinhadas à realidade e ao momento de cada organização.

Além da implementação, um serviço especializado acompanha indicadores, analisa dados de uso por meio de relatórios, BI e IA fornecidos à empresa em tempo real, identifica oportunidades de melhoria e ajusta as regras conforme o crescimento ou mudanças no perfil de viagens. Assim, o acompanhamento contínuo pode garantir que a política não fique engessada e continue gerando valor ao longo do tempo.

"Mais do que um conjunto de regras, a política de viagens deve ser vista como uma ferramenta de gestão e apoio à tomada de decisão. Quando bem aplicada, ela equilibra controle financeiro, eficiência operacional e experiência do colaborador, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e o crescimento da empresa", conclui Thiago Marteletto.

Para mais informações, basta acessar: https://www.liveviagens.com.br/