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Governador apresenta estratégia de infraestrutura e industrialização a executivos em São Paulo
Em palestra com empresários e investidores de São Paulo, Ratinho Junior defendeu investimentos que potencializam as vocações do Estado, especialme...
03/02/2026 16h05
Por: Redação Fonte: Secom Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta terça-feira (3), em São Paulo, a empresários e investidores a estratégia de desenvolvimento econômico do Paraná, baseada em grandes investimentos em infraestrutura, modernização do ambiente de negócios e aproveitamento das vocações produtivas do Estado. A palestra ocorreu no evento BofA Insights: Road to 2026, do Bank of America, e reuniu mais de 50 CEOs de grandes empresas e representantes do mercado financeiro interessados em oportunidades de investimento no Brasil.

Durante a apresentação, o governador destacou que o planejamento adotado pelo Governo do Estado nos últimos anos teve como ponto de partida a identificação das potencialidades do Paraná, aliada à construção de políticas públicas de longo prazo. “Os países que deram um salto econômico e social souberam identificar suas vocações. No Paraná, fomos buscar aquilo que sabemos fazer bem e estruturamos políticas para transformar essas vantagens em crescimento econômico”, afirmou.

Segundo Ratinho Junior, os resultados dessas políticas se refletem nos indicadores econômicos e sociais do Estado. O Paraná vive o maior ciclo de geração de empregos da sua história , alcançando em 2025 a menor taxa de desocupação da história, de apenas 3,5% segundo os dados mais recentes do IBGE. O Estado também liderou a contratação de mulheres e jovens na região Sul no ano passado.

De acordo com dados citados na apresentação, o PIB estadual avançou de cerca de R$ 400 bilhões em 2018 para uma projeção próxima de R$ 800 bilhões em 2026, praticamente dobrando em oito anos. O Estado também apresenta forte equilíbrio fiscal, com capacidade de quitar todas as dívidas e manter recursos em caixa, garantindo a sustentabilidade das contas públicas.

Essa solidez financeira tem permitido ampliar os investimentos em infraestrutura urbana, como o Asfalto Novo, Vida Nova, o maior programa de pavimentação e urbanização, que já beneficia moradores de 386 municípios paranaenses. O Estado chegou ao final de 2025 com R$ 1 bilhão aplicados na iniciativa , com 418 quilômetros de ruas já pavimentadas.

AGROINDUSTRIALIZAÇÃO– Na área da produção de alimentos, Ratinho Junior ressaltou que o Paraná construiu, em parceria com o setor produtivo, um modelo baseado na industrialização da cadeia do agronegócio. O Estado, que já se destacava na produção de matérias-primas, passou a investir fortemente na agroindústria como forma de agregar valor, ampliar exportações e multiplicar a geração de empregos.

Segundo o governador, um dos diferenciais desse processo foi a atuação das cooperativas agropecuárias paranaenses, que estão entre as maiores e mais estruturadas do Brasil. “Reunimos toda a cadeia produtiva por meio das cooperativas, que são uma das grandes potencialidades do Paraná, e construímos uma estratégia conjunta para industrializar a produção”, disse.

Atualmente, o Paraná é o segundo maior produtor de grãos do País, mas registra déficit no mercado interno justamente pela elevada demanda gerada pela agroindústria instalada no Estado, que inclui setores como carnes, lácteos, óleos vegetais, alimentos processados e proteína animal. Esse movimento fortaleceu a indústria de transformação e consolidou o agronegócio como um dos principais pilares da economia estadual.

Ratinho Junior também voltou a defender a visão estratégica de transformar o Brasil e o Paraná no “supermercado do mundo”. “Não basta produzir alimentos. É preciso industrializar, exportar produtos com maior valor agregado e gerar riqueza dentro do País. Esse é o caminho para aumentar renda, empregos e competitividade internacional”, defendeu.

LOGÍSTICA E INTEGRAÇÃO MODAL– Outro eixo central da apresentação foi a logística, apontada pelo governador como a segunda grande vocação do Paraná. Localizado em uma região estratégica, o Estado está no centro de uma área que concentra cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul, fazendo fronteira com Argentina, Paraguai e ligação direta aos principais mercados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Para aproveitar essa posição geográfica, o Governo do Estado estruturou um amplo pacote de investimentos em infraestrutura. O principal destaque é o maior programa de concessões rodoviárias da América Latina, que prevê mais de R$ 60 bilhões em investimentos em obras ao longo de sete anos, com duplicações, faixas adicionais, contornos e melhorias de segurança viária em trechos estratégicos.

Além das rodovias, o governador citou a concessão dos três maiores aeroportos do Estado – Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu – à iniciativa privada, com o objetivo de acelerar investimentos, ampliações e melhorias operacionais. A medida, segundo ele, permite dar mais agilidade às obras e acompanhar o crescimento da demanda por transporte aéreo de passageiros e cargas.

No setor portuário, Ratinho Junior destacou os investimentos realizados no Porto de Paranaguá, entre eles a construção do Moegão Ferroviário, que deverá ser inaugurado em março deste ano. A estrutura permite maior integração entre os modais rodoviário e ferroviário, agiliza o escoamento da safra e reduz o tempo de carregamento dos navios, aumentando a competitividade logística do Estado.

O Estado também concluiu a concessão de todas as áreas portuárias que estavam vagas no Porto de Paranaguá e está finalizando o contrato de concessão do canal de dragagem (Canal da Galheta) à iniciativa privada, garantindo eficiência operacional plena. Todos os leilões foram realizados na Bolsa de Valores de São Paulo e contaram com ampla concorrência.

MENOS BUROCRACIA– O governador enfatizou que os investimentos em infraestrutura vieram acompanhados de uma profunda modernização da gestão pública e da relação do Estado com o setor produtivo. Segundo ele, reduzir a burocracia e simplificar processos foi fundamental para destravar investimentos e acelerar o crescimento econômico.

“Quando o Estado reduz a máquina pública e para de incomodar quem quer produzir, a economia cresce”, afirmou. Ele citou como exemplo o programa Descomplica Energia, que reduziu drasticamente o tempo para liberação de licenças ambientais para usinas de energia solar, biogás e eólica, passando de prazos que chegavam a dois anos para liberações em poucos dias, com segurança jurídica.

Outro exemplo é o Descomplica Rural, que de forma similar simplificou processos de licenciamento para atividades agropecuárias. Antes, a liberação de um aviário podia levar até 14 meses, enquanto atualmente o produtor pode obter autorização de forma automática, por meio de autodeclaração, desde que respeite critérios técnicos e ambientais

De acordo com Ratinho Junior, esse conjunto de medidas criou um ambiente mais previsível e atrativo para investimentos. “Terminamos sete anos com quase R$ 400 bilhões em novos investimentos privados no Paraná, o que contribuiu diretamente para que o Estado passasse da quinta para a quarta maior economia do Brasil”, enfatizou.