Economia Negócios
Empresas médias e pequenas crescem com marketing digital
Com o avanço da digitalização do consumo, pequenas e médias empresas têm recorrido ao marketing digital para ampliar alcance, fortalecer marcas e m...
03/02/2026 13h16
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Ainda no começo do último ano, o investimento em marketing digital no Brasil já prometia atingir a marca de 74% do orçamento total publicitário em 2025, consolidando uma tendência que definiria a operação das pequenas e médias empresas (PMEs) no cenário econômico de 2026.

Os dados refletem uma mudança estrutural no comportamento de consumo e na gestão empresarial. De acordo com projeções do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) para 2026, o perfil do consumidor atual caracteriza-se por uma digitalização mais significativa e maior consciência nas decisões de compra. Além disso, também segundo o Sebrae, em seu Guia de Transformação Digital, 43% das pequenas empresas já fazem investimentos em tecnologia para alcançar mais eficiência e produtividade, fato que serve como sinal e estímulo para manter a competitividade diante de grandes corporações.

Mudança no funil de descoberta

A dinâmica de busca por produtos e serviços sofreu alteração com o fortalecimento do Social Search Engine Optimization (SEO). Em 2026, plataformas como o TikTok e o Instagram funcionam como os principais motores de busca para o público consumidor, substituindo parcialmente os métodos tradicionais de pesquisa. Para as PMEs, essa transição significa que a presença em redes sociais deixou de ser uma ferramenta de engajamento para tornar-se a porta de entrada direta para transações comerciais.

O aumento da concorrência é outro fator quantificado pelos dados de mercado: 77% dos brasileiros manifestam a intenção de empreender diretamente através da internet em 2026. A entrada massiva de novos players no ambiente digital eleva o nível de saturação da atenção do consumidor, tornando o investimento em marketing orientado por dados uma necessidade técnica para a manutenção do market share.

Eficiência financeira e tecnologias emergentes

Do ponto de vista financeiro, o marketing digital apresenta o maior Retorno sobre Investimento (ROI) e menos custos operacionais para empresas com orçamentos restritos. A capacidade de segmentação precisa permite que PMEs direcionem recursos apenas para perfis com alta probabilidade de conversão, eliminando o desperdício comum em mídias de massa.

O ano de 2026 também marca a consolidação da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano dessas empresas. O uso de agentes de IA para automação de atendimento e personalização de ofertas em escala tornou-se um padrão de operação.

Paralelamente, com as novas regulamentações de privacidade e o fim da dependência de cookies de terceiros, as estratégias voltadas para o First-Party Data — dados coletados diretamente pela empresa por canais como o WhatsApp — tornou-se o ativo mais valorizado para a retenção de clientes.

Contexto regional

No Brasil, o setor de serviços e o varejo local são os que mais aceleram a adoção dessas tecnologias. A integração entre o ponto físico e o digital (omnichannel) é apontada por especialistas do setor como o modelo de negócio para o futuro do varejo, permitindo que o pequeno empreendedor alcance consumidores fora de sua área geográfica imediata, sem os custos fixos de uma expansão física. A conjuntura de dados indica que a ausência de uma estrutura digital profissionalizada em 2026 não representa apenas uma perda de oportunidade de venda, mas um risco iminente de obsolescência operacional frente a um mercado majoritariamente conectado.