Geral Verão Maior Paraná
Com alta de até 30%, comércio das prainhas do Noroeste celebra movimento do verão
Nas últimas semanas, o comércio local tem comemorado o ritmo acelerado de vendas, impulsionado pela temporada de verão, pela virada do ano com cid...
16/01/2026 12h18
Por: Redação Fonte: Secom Paraná

O movimento intenso nas praias de água doce no Noroeste do Estado traz impactos para diversos setores. Nas últimas semanas, o comércio local tem comemorado o ritmo acelerado de vendas, impulsionado pela temporada de verão, pela virada do ano com cidades lotadas e pelas atividades do Verão Maior Paraná, que seguem atraindo visitantes e movimentando a economia regional. A combinação de público crescente e programação gratuita tem garantido mais circulação de dinheiro, negócios e investimentos ampliados. Alguns setores registraram aumentos de até 30% em comparação com a temporada passada.

Na região, o Governo do Paraná mantém três postos do Verão Maior Paraná estrategicamente instalados em Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná, em Porto Rico e em Porto Maringá, distrito de Marilena. São localidades com arenas esportivas, postos de turismo e fácil acesso às praias de água doce, verdadeiros cartões-postais do Estado.

Para o supervisor das arenas do Governo do Paraná no Noroeste, Elson Greb, o impacto econômico se tornou visível. “A intenção do Verão Maior é proporcionar alegria ao turista e também, sem dúvida alguma, ao comércio local. Isso fomenta muito o comércio e gera emprego, é uma corrente, e estamos caminhando muito bem", analisa.

Os efeitos dessa corrente são perceptíveis em diferentes segmentos. Em São Pedro do Paraná, onde Porto São José é um dos distritos, o secretário municipal de Esporte, Jamil Marcelo Kassem, afirma que o número de visitantes tem aumentado de forma expressiva. “O aumento que eu vi em dois anos é praticamente de 30% a 40% mais pessoas. Vem gente de todos os lados, de Mato Grosso do Sul, de São Paulo”, disse. Segundo ele, só na parte de hospedagem, Porto São José ficou lotada, e a cadeia de serviços sentiu o impacto. “Os comerciantes não têm nem o que falar, porque os mais beneficiados são eles: tendas, alimentação, mercado, posto de gasolina, marinas. Hoje temos cinco marinas grandes e uma nova chegando", diz.

Em Porto Rico, o presidente da Associação Comercial, Wanderley José Covissi, destaca que a temporada 2025/2026 já superou anos anteriores. “A temporada passada foi boa, mas este ano está sendo melhor ainda. O projeto do Verão Maior movimenta a cidade. Todo dia tem movimento, no fim de semana tem show. É importante para a cidade turística igual à nossa”, afirma. Segundo Covissi, entre o Natal e o Ano Novo, a cidade recebeu entre 50 mil e 55 mil pessoas, um aumento estimado entre 15% e 20% no fluxo turístico em relação à virada passada. No comércio, a alta também é concreta. “Na minha loja de materiais de construção, eu aumentei as vendas agora no final do ano em torno de 20% a 30%. Foi melhor do que novembro”, relata.

O secretário de Turismo de Porto Rico, Murilo Góes, confirma o cenário. Para ele, o perfil mais familiar dos turistas tem garantido maior consumo e permanência na cidade. “Os comerciantes estão muito contentes. O turista vem, aluga casas, fica em hotéis, frequenta padarias, mercados, postos de gasolina. Todos os comércios são fomentados e isso traz o dinheiro para dentro do município", pontua.

Em Porto Maringá, distrito de Marilena, o cenário não foi diferente. De acordo com o secretário municipal de Turismo, Regison Scotta, o fluxo de visitantes atingiu níveis inéditos nesta temporada. Segundo ele, apenas os barqueiros responsáveis por travessias turísticas contabilizaram cerca de mil passageiros em um único dia, enquanto o total de visitantes chegou a aproximadamente 4 mil pessoas nas prainhas da região. “No fim do ano, teve fila para travessia e não teve mais pousada disponível. Foi um recorde de turistas aqui em Porto Maringá”, afirma.

Para o secretário, o resultado é reflexo do crescimento regional e também da programação realizada pelo Governo do Estado. “O Verão Maior é sensacional. Tem muita interação, diversão e recreação e até o fim da temporada vamos bater novos recordes”, acredita.

COMERCIANTES -Há comerciantes que esperam o verão ansiosamente para equilibrar o ano inteiro. É o caso de Solange Gomes Tanigushi, que tem comércio há 25 anos em Porto São José. “A gente espera o ano inteiro por esse momento. Aqui tem pouco mais de mil habitantes e não é suficiente para manter um comércio. Então é a época que a gente espera ansiosamente”, explica.

Segundo ela, na virada deste ano, os negócios que administra registraram um crescimento de 20% em relação ao verão passado. “Antes do Verão Maior, chegava 1º de janeiro e já não tinha ninguém na cidade. Agora segura a criançada, os pais estão vindo para cá com filhos e netos. As imagens vão longe e cada vez mais chega gente de São Paulo, Santa Catarina e até do Nordeste", anima-se.

O setor de alimentação também comemora. O português Avelino Jorge Silva Martins, dono de um restaurante à beira do Rio Paraná em Porto São José, resumiu o movimento como “sempre lotado”. Para ele, o Verão Maior fortalece o turismo. “Ajuda bastante na questão do movimento, principalmente das pessoas que vêm de fora para conhecer o Porto", avalia.

No ramo imobiliário, o salto foi ainda mais expressivo. Em Porto Rico, o corretor José Ângelo dos Santos afirma que a procura por imóveis cresceu de forma acelerada nos últimos anos, especialmente após as edições do Verão Maior Paraná. Segundo ele, houve casos de casas de alto padrão que praticamente dobraram de valor em um curto período. Para ele, isso é resultado do aumento da procura por destinos com praias de água doce. “O telefone toca, chegam mensagens nas redes sociais, no site, desejando locação. A locação é a porta de entrada. A pessoa vem, se apaixona e vai buscar um terreno ou imóvel independente do valor", comenta.